Esse caso foi denunciado nas redes sociais por uma mãe de uma garota de apenas 13 anos. Em uma escola estadual da cidade de Pedras Grandes, no sul de Santa Catarina, Cristina Zelma contou que uma colega de sua filha cortou as tranças do cabelo da menina, dentro da sala de aula e justificando a ação dizendo que ela tinha “cabelo de negro e ruim”.

“A minha filha usa aquelas trancinhas e uma colega cortou as tranças dela. A minha filha virou para trás e perguntou por que ela tinha cortado e a menina falou que quis cortar e que o cabelo da minha filha era de negro e que era ruim. Simples assim”, disse a mãe em um vídeo.

Foto: Reprodução

Cristina também detalhou que sua filha chegou a pedir à professora para ir à secretaria comunicar o ocorrido, mas recebeu um não como resposta.

E essa não foi a última vez que a garotinha vivenciou algo do tipo, no dia seguinte, as ações contra o cabelo dela continuaram, no ônibus escolar. Diante disso, a menina disse à mãe que não iria mais para a escola e que pediu para tirar o restante das tranças do cabelo.

Mesmo acontecendo uma conversa entre a coordenação e a aluna, a mãe afirma que em nenhum momento foi perguntado sobre o estado da jovem diante dos ataques. Cristina finalizou seu vídeo pedindo por ajuda.

Depois do caso ser compartilhado, duas advogadas que fazem parte de uma instituição que luta a favor de causas raciais, prestaram apoio à família.

“A família segue muito abafada, buscando ainda resguardar a integridade física e psicológica da menina e de todos os envolvidos. Em decorrência de todo o caso, a menina recusa-se ir à escola” afirmou Alice Reis.

Um pedido foi feito para que as atividades da estudante sejam realizadas em formato remoto, ao menos até o fim do ano letivo de 2021.

A família da menina e as advogadas registraram a ocorrência na delegacia e o delegado responsável pelo caso, Willian Meotti, informou que foi aberto um auto de apuração na Polícia Civil de ato infracional de injúria racial.

A SED (Secretaria de Estado da Educação) se manifestou por meio de nota, em que afirma que “está ciente e tomando providências em relação à denúncia de racismo envolvendo os alunos”. Diz ainda que “também garante todo apoio a vítima e a preservação da identidade dos envolvidos”.

Por fim a secretaria afirma que “lamenta e repudia qualquer conduta discriminatória ou preconceituosa e reforça que preza por um ambiente escolar inclusivo e acolhedor, trabalhando para promover uma Educação Básica orientada para os direitos humanos e a igualdade racial.”

Com informações de Pragmatismo Político

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