“Me lembrei da separação dos meus pais e do alívio que senti quando decidiram”, conta Denise Fraga.

Separar sem filhos já é doído, quando envolve os olhinhos perguntadores dos pequenos, então, é dilacerante. Mas arrisco dizer que, na maioria das vezes, mais para nós do que para eles. (as crianças) Acabam percebendo, muito antes de nós, as vantagens da vida nova.

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Denise Fraga é conhecida atriz dos palcos de teatro, do cinema e da televisão, tendo colecionado inúmeros sucessos de público e de crítica em todas essas manifestações artísticas, a exemplo do quadro “Retrato Falado”, que fez mais leve o domingo à noite de muita gente; do filme “O Auto da Compadecida”, em que interpreta uma esposa infiel, mas apaixonada pelo marido, e da sua peça em cartaz “Eu de Você”, um monólogo em que costura diversas histórias de diferentes pessoas para mostrar que estamos todos mais conectados do que imaginamos. O que talvez nem todos saibam (infelizmente), é que Denise também assina há alguns anos uma coluna na Revista Crescer, em que compartilha com os seus leitores deliciosas crônicas sobre a maternidade.

Em uma de suas últimas crônicas, a atriz rememora um episódio marcante em sua infância, a separação dos seus pais. “(meus pais) Foram casados por dezessete anos. Minha mãe mantinha o casamento em nosso nome, sem nem sequer nos perguntar se não queríamos nos aventurar com ela naquela empreitada. Mas eles brigavam, e não era nada bom. Nos reunimos na sala e eles nos anunciaram. Fiquei triste, mas me lembro bem como me senti mais leve.”

Sobre o que mudou a partir da saída do pai de casa, Denise contou: “Ganhei um pai que jamais tive enquanto morava conosco, simplesmente porque ele agora se sentia obrigado a me levar para passear de 15 em 15 dias. Passei a conviver com um homem que não conhecia e que tentava ser o melhor que podia ser nesses fins de semana. Benesses de arriscar-se na dor.”

Denise ainda opinou sobre a reação das crianças diante da separação dos pais: “É evidente que os pequenos sofrem com a separação. Por melhor que seja, toda separação dói.

Separar sem filhos já é doído, quando envolve os olhinhos perguntadores dos pequenos, então, é dilacerante. Mas arrisco dizer que, na maioria das vezes, mais para nós do que para eles. Em situações como essas, sinto que as crianças são capazes de nos dar lições diárias de raciocínio lógico, pureza e maleabilidade e que acabam percebendo, muito antes de nós, as vantagens da vida nova.”

“Nunca vi uma estatística, mas acredito que, hoje, numa classe escolar de crianças de 10 anos, seja grande o percentual de pais separados e de pequenos que exibam suas duas casas, suas duas mães, seus dois pais, suas quatro mães ou quatro pais, com uma leveza espantosa. São novas famílias de um mundo complexo. Se eles aprendem conosco o que é complexo, resta-nos tentar aprender com eles o que é puro e maleável para, quem sabe, aproveitar a riqueza de toda essa complexidade.” , finaliza Denise Fraga.

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Imagem reprodução  Youtube

Redação CONTI outra. Com informações de Crescer

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