Mãe omite diagnóstico de Covid-19 e falece junto com o marido e os três filhos

“É importante que todas as pessoas estejam vigilantes. Os membros das famílias têm que tomar cuidado para não dar beijos e abraços dentro de casa. Sem beijos, sem nada. Ao apresentar sintomas, procure atendimento médico urgente, aplique o tratamento médico a tempo. Não deixe os dias passarem”, disse uma familiar das vítimas.

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Cinco membros de uma família em Táchira, na Venezuela, faleceram de Covid-1p depois que a mãe escondeu por dias que tinha testado positivo para a doença. As informações são do jornal local La Nación.

Depois de fazer um teste rápido em um Centro de Diagnóstico Abrangente e testar positivo, Veronica Garcia ficou em silêncio, embora tenha se isolado em casa. Posteriormente, foi realizada uma PCR e deu positivo. Foi então que ela iniciou tratamento com médico particular, mas não contou ao marido, José Antonio, 33; nem a seus filhos, Nicol, 17; e os gêmeos Jhoneider Stiven e Jhoneiker Enmanuel, ambos com quatro anos. Ela apenas disse a eles que era “uma gripe muito forte” .

Foi no dia 27 de dezembro, dia em que José Antonio compareceu a uma festa de família, quando Verónica decidiu lhe contar que estava infectada. “Ele estava bebendo quando recebeu a ligação da esposa, em que dizia para voltar para a casa e não dividir nada com ninguém, porque ela tinha covid”, relata Mariela García, irmã de José.

Ao saber do diagnóstico da esposa, o marido e os filhos fizeram o teste, mas testaram negativo para a doença. Mesmo assim, todos se isolaram em sua residência, em Palmira, município de Guásimos, Venezuela, pensando que estavam com uma gripe forte.

No entanto, Verónica piorou e foi hospitalizada. “Ele ficou muito preocupado quando soube de seu estado”, relata a irmã de Jose, Mariela. “Falei muito com ele. Eu disse a ele para ter muita fé em Deus, que ele era um jovem. Que se cuidava e também era assintomático, sem complicações. Lembro que ele me disse que tinha tosse, de noite e de manhã, as crianças também, mas elas insistiam que era por causa do frio da madrugada e parte da manhã”.

Algum tempo depois, a saúde de José também ficou debilitada e ele teve que ser hospitalizado. “Na radiografia de tórax que fizeram ao meu irmão, os pulmões saíram todos pretos. O médico se assustou, perguntou se ele era fumante, ele disse que não. O médico sabia que ele estava doente e não havia recebido o tratamento adequado”, disse Mariela.

Enquanto os pais estavam no hospital, as crianças ficaram na casa de uma amiga da família. Mas a jovem Nicol começou a apresentar os sintomas da covid, como tosse e dificuldade para respirar.

Veronica faleceu em 18 de janeiro e o marido morreu um dia depois. No momento em que a família ainda estava em luto, o quadro de Nicol se complicou e no caminho para o posto de saúde, ela acabou falecendo.

Logo depois, Jhoneider e Jhoneiker também começam a apresentar os sintomas e foram internados no Hospital Central de San Cristóbal. “O laudo médico indicou que ambos tinham broncopneumonia”, explica Mariela. Nesse mesmo dia, os dois irmãos morreram. “É importante que todas as pessoas estejam vigilantes. Os membros das famílias têm que tomar cuidado para não dar beijos e abraços dentro de casa. Sem beijos, sem nada. Ao apresentar sintomas, procure atendimento médico urgente, aplique o tratamento médico a tempo. Não deixe os dias passarem”, diz.

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Redação Conti Outra, com infromações de ABC e Revista Crescer.
Foto destacada: Getty Images.

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