Esse caso aconteceu na tarde deste domingo (3), quando uma mãe solo chegou em um bar na capital paulista, mas acabou sendo barrada por estar acompanhada de seu filho de 5 anos.

Marcelle Cerutti, de 34 anos, usou suas redes sociais para demonstrar sua indignação depois do ocorrido: “17h, cheguei no bar mais descolado da Santa Cecília para o aniversário de uma amiga e não pude entrar porque estava com meu filho. Aparentemente o bar que aceita todo mundo não aceita mães solo com seus filhos. Não era balada, não era noite, era um espaço aberto e eu só ia ficar um pouco. @miudabar me perdeu”, escreveu em seu Instagram.

Foto: Reprodução Redes Sociais

A publicação da fotógrafa teve grande repercussão e causou um debate dos usuários nas redes. “Um bar que não aceita uma mãe com seus filhos não deveria ser frequentado por ninguém”, comentou uma pessoa. “Vocês entendem o quanto isso é absurdo”, disse outra. “Não quer conviver com criança? Se tranca em casa! Elas são pessoas e devem ter seus direitos respeitados como pessoas em desenvolvimento que são”, defendeu mais uma.

Fotografia do bar. Foto: Reprodução Redes Sociais

Depois de todo o apoio, Marcelle agradeceu. “Todas as mensagens e relatos que não param de chegar me ajudam a elaborar mais e mais essa violência que aconteceu e que, por alguns instantes, eu achei que tava errada. Infelizmente não fui a primeira e não sou a única mãe a ter seu acesso negado a algum lugar pelo simples fato de estar com uma criança. Mas essa história é não sobre o meu caso com meu filho no @miudabar, é sobre todas as mães e todos os lugares que excluem mães. Tava triste, mas to ficando forte. Vamos, juntas, que o debate ta só começando”, escreveu.

Em uma entrevista para a Revista Crescer, a mãe contou um pouco sobre sua vida e disse que se separou quando seu filho tinha apenas 3 meses de idade. Além disso, detalhou que o pequeno é sua companhia aos finais de semana, já que não tem família em São Paulo.

“Mas a verdade é que, por muito tempo, eu não fui a lugar nenhum. Especialmente quando ele era menor, nossos passeios eram as idas ao mercado, parquinhos e programação infantis. Esporadicamente um almoço de domingo com alguns amigos”, desabafou.

“Faz pouco tempo que eu passei a frequentar lugares ‘meus’, que retomei um pouco desse convívio social adulto, mas um encontro com amigos em um domingo a tarde em um bar legal ainda é um ‘acontecimento’ pra mim. E é óbvio que eu quero levar meu filho, eu faço questão de estar com ele nos dias em que estamos juntos. Quero que ele faça parte da minha vida e não só eu da dele. Quero que ele veja o que eu acho legal, que me veja socializando com amigos, que socialize com meus amigos também, entenda como o mundo funciona e faça parte dele”, afirmou.

O bar que barrou Marcelle e seu filho também utilizou as redes sociais para falar sobre o ocorrido e explicar sobre a regra. “A Miúda tem lotado muito desde novembro do ano passado, quando expandimos para o galpão de trás e o estacionamento. A segurança das pessoas lá dentro é nossa preocupação diária desde a primeira abertura no espaço maior”, afirmou.

Foto: Reprodução Redes Sociais

O estabelecimento também revelou que a decisão de não permitir a entrada de menores foi tomada em conjunta com uma assessoria jurídica: “Nosso bar não um lugar propício para crianças”. “Considerando o que dispõe o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e as Leis pertinentes, a decisão parte principalmente da preocupação com a estrutura e programação que temos”, finalizou.

 

Com informações de Revista Crescer

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