Por Josie Conti

“Faz um ano que, voltando da escola com meu filho, encontrei uma gatinha na minha porta. Conversei com ela e lhe dei um pote com leite. No outro dia, como previsto, a mesma coisa aconteceu. Passei a comprar ração e deixá-la ficar dentro de casa. Com o tempo, meu filho que tem dificuldade de interação, começou a interagir com ela. Primeiro um toque enquanto verbalizava que estava fazendo carinho na gatinha. Depois, passou também a brincar com ela jogando a bola para que ela chutasse.”-

Mãe descrevendo o inicio da relação em seu filho- transtorno invasivo do desenvolvimento de alto grau- com sua gatinha Frederica.

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1385571_751993874826142_1787927949_n O relato, aparentemente rotineiro, trás a preciosidade do nascimento da relação de uma criança autista com um animal de estimação.
Embora a médica que acompanha a criança tenha confirmado que a Frederica, nome dado pela própria criança à gatinha, fez um grande bem o menino, basta que olhemos os dois lado a lado para que saibamos o valor e a sinceridade da relação.

Ser mãe de uma criança autista é uma vida de superações. De um diagnóstico inesperado, uma vez que a criança autista é um bebê aparentemente normal, a mãe depara-se com uma das maiores dificuldades do ser humano, relacionar-se com uma criança cuja maior dificuldade é a própria relação fazendo com que todo o esteriótipo cultural de “ser mãe” tenha que ser reavaliado.

Crianças especiais necessitam de cuidados especiais e de amor especial. E é justamente nesse ponto que os animais sabem exatamente o que fazer.

Cães, cavalos ou mesmo gatinhas como Frederica aproximam-se, permitem o toque e possuem sua sutileza própria para fazer amizade e estimular movimento e afeto.

A mãe completa: ” Hoje ela parece nossa sombra, pois sempre está nos fazendo companhia. Às vezes ela pula no meu colo e parece que deseja falar algo. Até o barulho do meu carro ela conhece e sempre que chego em casa com meu filho, ela já está esperando para nos acompanhar onde quer que a gente vá. Nunca vi um bichinho com tanto sentimento.

ANIMAIS SEMPRE NOS DÃO GRANDES LIÇÕES DE HUMANIDADE!

NOTA: A história de Frederica foi enviada por leitora do blog que optou por não se identificar. A homenagem e o agradecimento deveriam ser todos direcionados para Frederica! Publicação autorizada.

Abaixo reveja o vídeo do cachorro que, como Frederica, faz de tudo para conseguir amizade de garoto com síndrome de Down.

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É idealizadora, administradora e responsável editorial do site CONTI outra e de suas redes sociais. Psicóloga com 20 anos de experiência, teve sua trajetória profissional passando por diversas áreas de atuação como educação, clínica (consultório, grupos pré-cirurgia bariátrica e de reeducação alimentar, acompanhamento de pacientes idosos e acamados em projeto da UNIMED), além de recursos humanos e saúde do trabalhador. Teve um programa diário, o CONTI oura, na rádio 94.7 FM de Socorro. Atualmente realiza vídeos, palestras, cursos, entrevistas, e escreve para diversos canais digitais. Sua empresa ainda faz a gestão de sites como A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil. Possui mais de 11 milhões de usuários fidelizados entre seguidores diretos e seguidores dos sites clientes. Também realiza atendimentos psicológicos online e possui um Podcast semanal, ao lado de Felipe Souza, o "Corra, Forrest, corra!" que trata de assuntos da atualidade mesclando-os com dicas de filmes e séries.