Nesta quarta-feira, a Justiça de São Paulo negou dois pedidos de liberdade feitos pela Defensoria Pública em favor de um homem desempregado Ele é pai de seis filhos e foi preso por furtar alimentos em um supermercado da Zona Norte da capital paulista.

Aos seus 49 anos,  o homem foi detido na manhã desta terça-feira (7) depois de ter sido flagrado com produtos alimentícios escondidos em sua roupa. Ele levava dois pacotes de carne seca, dois tabletes de chocolate, nove pacotes de suco em pó e também um limpador de móveis escondido entre as roupas.

Os produtos equivalem a um valor de R$ 231,43, cerca de 20% do salário mínimo nacional, que é de R$ 1.100. O homem tentava passar pelo caixa do supermercado sem pagar parte das compras que fazia.

Foto: Reprodução/Redes Sociais. Nos ajude a encontrar o autor.

Depois de ter sido preso pela Polícia Militar, ele afirmou no boletim de ocorrência que passa por dificuldades financeiras e os produtos furtados seriam destinados à subsistência dele e da família. Sua companheira também está sem trabalho e eles não têm nenhum meio de sobrevivência.

Em sua audiência de custódia, ele teve o pedido de relaxamento da prisão negado pela juíza de primeira instância, e a prisão provisória em flagrante foi convertida para preventiva, a pedido do Ministério Público, por ele já ter antecedentes criminais.

Leonardo Biagioni de Lima, defensor público, fez outro pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo novamente a liberação do acusado, mas a solicitação foi negada pelo desembargador Luis Augusto de Sampaio Arruda.

“Infelizmente, o Judiciário retroalimenta essa cultura do encarceramento, com prisão de pessoas pobres pelo simples fato de serem pobres e, por isso, estarem passando necessidade, pois, se assim não fosse, esse senhor de 49 anos não se submeteria à tentativa de pegar itens em supermercado para alimentar sua família”, disse o advogado.

Com informações de G1

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