Jovem de 17 anos conserta telefones celulares em más condições para doar a estudantes vulneráveis

“Coletando poeira” é o nome que Tiberio Malaiu deu ao projeto que visa aproximar a tecnologia dos alunos que não têm acesso a ela. A ideia surgiu após participar de tutorias com alunos de baixa renda.

Ana Carolina Conti Cenciani

Você já se perguntou se aquele velho celular que você escondeu no fundo da gaveta poderia ser útil para alguém? Bem, se você ainda não se perguntou, um jovem de 17 anos no Chile pode te responder e a resposta é: sim!

Tiberio Malaiu está no último ano da escola, mas todas as suas energias estão concentradas em seu novo projeto “Collecting Dust” ou “Coletando Poeira”, em tradução livre. Nele, o estudante se dedica a consertar celulares antigos para dar-lhes utilidade e assim ajudar alunos de baixa renda que possuem acesso a esse tipo de tecnologia.

Instagram @_collectingdust

Malaiu descobriu sua vocação em 2020, quando participou de diversas tutorias com alunos de baixa renda que não tinham acesso à tecnologia, como telefone ou internet. Foi nesse momento que algo dentro dele lhe disse que não podia ficar sentado de braços cruzados.

Instagram @_collectingdust

Tiberio percebeu que no Chile existe uma desigualdade muito grande em termos de lacunas tecnológicas e educacionais. “Percebi que havia uma grande carência tecnológica e que muitas dessas crianças não conseguiam se conectar porque não tinham acesso à internet nem ao celular”, disse Tibério em conversa com a UPSOCL.

Instagram @_collectingdust

Assim, ele viu como reutilizar aqueles celulares antigos que muitas pessoas jogam fora quando compram um novo. Se ele os consertasse, eles poderiam ser doados para aqueles que não podem comprar. E foi assim, que seu projeto nasceu em janeiro de 2021.

O jovem admite que desde criança é apaixonado por tecnologia e que o primeiro telefone que tentou consertar “tentando aprender” foi o de sua mãe. Embora não tenha saído como esperado, foi de grande ajuda para começar a lapidar seus conhecimentos.

Instagram @_collectingdust

Atualmente, Tiberio trabalha com um grupo de cerca de oito pessoas, entre amigos e pessoas que o procuraram para lhe oferecer ajuda, enquanto tenta equilibrar o seu último ano de estudos com o projeto. “Tive muito apoio da minha família”, destaca o jovem.

Tibério recebe doações de celulares quase todas as semanas. Hoje, ele já consertou cerca de 50 telefones celulares.

Instagram @_collectingdust

Na primeira vez em que doou, foi ele quem entrou em contato com as autoridades das escolas de baixa renda que precisavam desses telefones. Com o tempo, foram os diretores de cada instituição que passaram a recomendar seu projeto.

Instagram @_collectingdust

O jovem também explicou o significado do nome do projeto: “Os telefones celulares estão em gavetas, espalhados em algum lugar da casa, literalmente acumulando poeira… e em inglês isso significa coletar poeira”.

 

Por enquanto, o objetivo de Tibério é “chegar a um maior número de crianças, para poder atender e combater essa necessidade urgente que muitos desses alunos têm de dar continuidade ao processo de aprendizagem. E não é só agora com a pandemia, é também no futuro”.

“O mais importante é dar seu apoio, sua ajuda e seu tempo”, reflete o jovem de 17 anos e explica que a única condição que os celulares doados devem ter é que sejam capazes de ter determinados aplicativos que as crianças precisam para suas aulas, como Google Classroom, Zoom, Google Meet, WhatsApp, etc.

Com informações de UPSOCL

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


COMPARTILHE

RECOMENDAMOS




LIVRO NOVO: FABÍOLA SIMÕES




COMENTÁRIOS




Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.