Japoneses criam técnica agrícola que permite cultivar sem terra.

O novo método é uma revolução para a agricultura, já que funciona sem a necessidade de terra e nem de trabalhadores.

Ana Carolina Conti Cenciani

As mudanças climáticas, o aumento exponencial da população e a expansão das ilhas de calor (cidades grandes) geram cada vez menos espaço para o cultivo da terra. À primeira vista, este seria um dos grandes complexos que a humanidade enfrentaria no futuro, porém, alguns pesquisadores já pensaram sobre isso e criaram uma solução.

A tecnologia evolui em um ritmo inesperado, o que gerou necessidade da criação de novas formas e métodos. Os japoneses criaram uma técnica agrícola para cultivar sem terra. Se, na década de 60, Norman Borlaug revolucionou a indústria com sua “revolução verde”, agora é necessária uma nova corrente para renovar a agricultura.

Segundo a BBC , o Japão está revolucionando a agricultura, um processo que não precisa de terra ou trabalhadores. Yuichi Mori é o cérebro por trás do engenhoso artificio, que não depende do chão ou das mãos humanas. Mas, como isso é possível?

Mori foi inspirado pelas membranas usadas nos rins artificiais e criou filmes de polímeros, muito semelhantes a uma folha de plástico transparente. São nesses filmes de polímero que ocorre o crescimento das plantas, afinal ele é feito de hidrogel permeável, armazenando o líquido e os nutrientes.

O sistema consome 90% menos água do que a maneira tradicional, não utiliza pesticidas ou outros produtos químicos, uma vez que os poros do polímero bloqueiam vírus e bactérias. É altamente eficaz.

A planta cresce de um lado e as raízes do outro, reduzindo problemas de espaço e suprimento de água.

Além de tudo isso, Yuichi experimentou fazer plantações verticais, as quais possuiriam automação de coleta. Ou seja, os vegetais seriam removidos automaticamente, sem a necessidade de mãos humanas.

A tecnologia está a serviço do ser humano e, se utilizada corretamente, pode ser nosso melhor aliado para combater os problemas do futuro.

 

Com informações de UPSOCL

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