Júnior Hekurari Yanomami, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi), anunciou na última sexta-feira (8/5) que os indígenas que desapareceram na região de Aracaçá, na Terra Indígena Yanomami, foram localizados.

Os indígenas tinham desaparecido na última semana de abril. O desaparecimento foi relatado pelo presidente do Condisi, durante uma viagem do órgão e da Polícia Federal até a comunidade indígena.

Segundo Júnior Hekurari, os indígenas foram encontrados longe de Aracaçá. Ele informou ainda que alguns indígenas foram vistos acompanhados de garimpeiros.

O presidente não informou o novo local, mas outras informações devem ser enviadas por meio de nota à imprensa, segundo a liderança.

Relato de ataque

No dia 25 de abril, Júnior Hekurari Yanomami divulgou um vídeo aformando que uma menina yanomami de 12 anos foi vítima de abuso e teve a vida ceifada durante um ataque de garimpeiros.

De acordo com ele, uma tia tentou salvar a menina na ocasião. Em meio à confusão, uma criança, filha dessa tia, caiu no rio e desapareceu. O relato de Hekurari, com base em informações recebidas por ele via rádio de pessoas da região, foi comunicado por meio de ofício para o Ministério Público Federal, Funai e Polícia Federal na manhã seguinte, dia 26.

Ao longo das investigações em Aracaçá, o líder indígena, que estava na equipe integrada por agentes da PF, Funai e MPF, informou, logo que chegou da comunidade a Boa Vista, que não encontrou os indígenas, e uma das cabanas e um local semelhante a um barracão estavam queimados.

Até o momento, não se tem informação sobre quem incendiou o local. Há uma suspeita de que possam ter sido garimpeiros. No entanto, também podem ter sido os próprios indígenas.

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Redação Conti Outra, com informações de G1.

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