O policial rodoviário federal aposentado Osias Mascarenhaso nunca vai esquecer o dia 27 de dezembro de 1977, data em que ele perdeu a esposa e dois filhos, de seis e nove anos, em um trágico acidente de trânsito. Ao longo desses quase 45 anos, ele tem visitado todos os dias o túmulo deles, no Cemitério de Paraíso do Tocantins,

Além disso, ele aimda também mantém quadros e diversas fotos em sua casa, para sempre lembrar da sua família e até conversar com eles.

“Foi uma maneira que encontrei deles não morrerem para mim. Quando vou viajar eu falo ‘ó bem, tô viajando, sei que vocês estão comigo’ e agradeço a Deus pelo presente que ele me deu”, contou ao g1 o aposentado, sobre um dos pequenos rituais que o deixa mais perto deles.

Todas as manhãs o idoso vai até o cemitério de Paraíso e continua a conversa com sua família. “Continuam vivos dentro de mim e eu preciso estar com eles também. Então eu não dou conta de abandonar, de deixar aqui sem eu estar presente sempre”, contou.

Durante as visitas, que acontecem até duas vezes por dia, ele coloca uma flor no túmulo. Ao longo dos anos, ele constituiu uma nova família, mas nunca esquecerá sua primeira família.

“Minha família é parte de mim. Com a outra eu tenho a mesma consideração, mesmo apego, a mesma coisa. Enquanto vida eu tiver e puder andar, estarei vindo aqui”, disse Osias.

“Eles nunca morreram para mim até hoje. Continuam vivos como antes, só não posso sentir, pegar. Mas sentir, eu sinto que estão comigo”.

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Redação Conti Outra, com informações do g1.
Fotos: Reprodução.

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