A equipe de um zoológico de Chicago teve que adotar novas medidas para reduzir o tempo de tela de um gorila adolescente que parece ter se viciado nos celulares dos visitantes.

Amare, residente no Lincoln Park Zoo, compartilha um recinto com três outros macacos “solteiros”. Os funcionários do zoológico temem que ele esteja perdendo um importante progresso de desenvolvimento, tornando-se um possível alvo de bullying.

Os gorilas de sua idade costumam mostrar agressividade “para establecer quem manda”, mas Amare “estava grudado no celular” quando um de seus colegas residentes recentemente o “apressou” e “pareceu não perceber” o que havia acontecido, como informou o Chicago Sun Times. O zoológico temia que sem intervenção o problema pudesse piorar.

“Infelizmente, parece que o vício em celular pode ser um problema autoperpetuante”, disse o Metro. Quanto mais Amare mostra interesse nos celulares dos visitantes, mais eles ficam para tirar fotos dele e mostrar o rolo da câmera.

Leila Fadel, apresentadora do programa Morning Edition, destacou que muitos primatas do Lincoln Park Zoo “usam tablets regularmente como parte de estudos de treinamento e cognição.!

“Eles, no entanto, mantêm cerca de cinco minutos por dia com essas atividades”, acrescentou ela, enquanto Amare passa “horas” olhando as telas dos celulares.

Agora, a equipe está “suavemente, mas com firmeza” tomando medidas para reduzir o tempo de tela de Amare, continuou o Metro.

“Amare é especialmente vulnerável porque seu local favorito no recinto fica ao lado da divisória de vidro”, informou o Chicago Sun Times. Agora, os funcionários colocaram uma corda para manter os visitantes a uma distância maior da divisória, “e vão intervir gentilmente – explicando a situação – se parecer que Amare ainda está atraído por telas brilhantes”.

O tempo excessivo de tela para “adolescentes humanos está ligado a riscos à saúde física e mental, como apontam vários estudos, e a pandemia aumentou drasticamente o tempo das crianças em seus celulares”, disse a Newsweek.

Stephen Ross, diretor do centro do zoológico para o estudo e conservação de macacos, “disse que as razões para limitar o tempo de tela para adolescentes humanos e gorilas não eram muito diferentes”, acrescentou o site de notícias.

Os cientistas dizem que já viram mudanças positivas no comportamento de Amare desde que a “zona de amortecimento” foi implantada.

“Amare está percebendo que não vale a pena ficar sentado naquele canto, esperando que alguém apareça e mostre seu telefone”, disse Ross ao Chicago Tribune.

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Redação Conti Outra, com informações de The Week.
Foto destacada: Reprodução.

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