Gêmeos idênticos: Um é vegano, o outro é carnívoro – veja a diferença que isso causou no corpo deles após 5 anos

Dois irmãos com o mesmo DNA, a mesma rotina de treino e a mesma meta: colocar a alimentação “na parede” e ver o que muda de verdade.

Foi assim que Hugo e Ross Turner — gêmeos idênticos — toparam participar de um estudo conduzido pelo King’s College London e acompanhado pela BBC, colocando lado a lado uma dieta totalmente baseada em plantas e outra com carne, peixe e laticínios.

O teste começou em 2021, com um detalhe que deixa o comparativo bem mais justo: os dois consumiam a mesma quantidade diária de calorias e mantinham o mesmo padrão de exercícios. Ou seja, a ideia era reduzir ao máximo aquela desculpa clássica do “ah, mas ele treinou mais” ou “ele comeu menos”.

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Quem ficou com o cardápio vegano foi Hugo. E ele não romantizou a mudança: disse que nas primeiras semanas sentiu falta de carne e, principalmente, de laticínios — com direito a confissão direta sobre o amor por queijo.

A adaptação exigiu troca prática no prato: mais frutas, oleaginosas e versões alternativas de produtos antes comuns no dia a dia.

Com o tempo, Hugo descreveu uma melhora que muita gente percebe quando muda o padrão alimentar: energia mais constante, sem aquele “pico e queda” ao longo do dia.

A explicação que ele deu foi simples e bem pé no chão: ao passar a comer opções consideradas mais saudáveis, sentiu o açúcar no sangue mais estável — e isso se refletiu no ritmo.

Já Ross seguiu comendo de forma onívora (incluindo carne, peixe e laticínios) e relatou uma experiência mais irregular. Teve momentos de gás lá em cima, mas também quedas grandes de energia.

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Outro ponto que chamou atenção nele foi o contraste entre as escolhas: ao olhar para o prato do irmão, Ross percebeu que a própria dieta tinha mais itens processados do que ele imaginava.

Nos números, Hugo terminou as 12 semanas iniciais um pouco mais leve: foi de 84 kg para 82 kg e reduziu o percentual de gordura corporal de 13% para 12%.

O estudo também apontou melhora relevante no colesterol e um aumento na resistência ao diabetes tipo 2 — um resultado que costuma entrar no radar quando se fala em dietas com maior presença de vegetais.

Só que nem tudo foi “só vantagem”: a diversidade de bactérias no intestino de Hugo caiu de forma considerável durante o período, algo que os pesquisadores destacaram por potencial relação com a robustez do sistema imunológico.

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Ross, por sua vez, saiu com outra cara de resultado. O percentual de gordura subiu de 13% para 15% e o peso foi de 84 kg para 86 kg — mas com um detalhe importante: parte desse ganho veio de 4,5 kg de massa muscular, indicando uma mudança de composição corporal diferente da do irmão.

No fim das contas, a comparação não entregou um vencedor definitivo. A dieta baseada em plantas apareceu com pontos fortes como colesterol menor e energia mais estável; a dieta com carne mostrou ganho muscular, mas com relatos de variação de energia.

E o recado mais útil do experimento é justamente esse: dependendo de como são planejadas, as duas abordagens podem trazer benefícios — só que mexem no corpo de jeitos diferentes.

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Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.