Garoto de 12 anos criou um site que ajuda idosos a obterem consultas de vacinação

Samuel Keusch tem apenas doze anos e teve a ideia quando viu seu pai marcar uma consulta para obter a vacina contra o coronavírus para seus avós. Até o momento, já ajudou mais de 3.000 idosos.

Ana Carolina Conti Cenciani

Em tempos de coronavírus, tudo é feito online. Essa situação pode ser simples para os nativos digitais, mas não para alguns idosos, que não se acostumaram com o no uso da tecnologia.

É justamente isso que esse garotinho de apenas 12 anos quis mudar. Ao ver seu pai ter que ajudar seus avós a marcarem a consulta para vacinação, ele teve a ideia de criar um site para que os vovôs e vovós pudessem fazer isso sozinhos.

Sam Keusch é de Scarsdale, Nova York e, como qualquer boa criança de sua idade, é um especialista no uso de computadores. Não queria desperdiçar seu talento e, como forma de ajudar os idosos em pleno processo de vacinação contra o COVID-19, criou um site para agendar consultas.

“Muitos adultos mais velhos precisam muito mais do que os mais jovens, porque os jovens não correm tanto perigo quanto eles”, disse Sam ao Good Morning America (GMA).

David Keusch

Foi assim que nasceu o Vaccine Helper, o site que Sam e seu pai lançaram para ajudar os idosos para que eles não tivessem nenhum problema na hora de se vacinar. A metodologia é simples: eles entram no link e preenchem o formulário Google que está à sua disposição.

David Keusch

O sucesso foi tanto que mais de 3.000 pessoas foram vacinadas até o momento, relata o site. Um deles é Caprice Adler, um sobrevivente do Holocausto de 87 anos, que disse ao GMA que “algumas pessoas se sentem muito desamparadas, algo ruim está acontecendo e elas acham que não podem fazer nada a respeito. E o que uma pessoa pode fazer? Uma pessoa pode fazer muito! E aquele adorável menino poderia fazer algo que os adultos não conseguiam se organizar, e um garoto de 12 anos fez!”.

Sam, que também ajudou professores e pessoas com diferentes comorbidades, diz que se dedica a ajudar antes e depois das aulas online. “Provavelmente um lado da minha tela está estudando e do outro lado, simplesmente continuo atualizando a página e recebendo as cotações”, disse ao GMA, acrescentando que “vou fazer isso até que a demanda diminua… Mas se não, vou continuar”, completou.

Com informações de UPSOCL

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.