Freira se ajoelha diante de soldados armados para defender crianças na Birmânia

"Eu não estava com medo", relata Ann Rose Nu Twang, uma freira de Mianmar.

Ana Carolina Conti Cenciani

Ann Rose Nu Twang, é uma freira de Mianmar que depois de ver como inocentes e crianças perderam suas vidas no meio de um conflito armado, decidiu sair e implorar às autoridades que se concentrassem nela e não nos pequenos. Seu ato de bravura conseguiu dissuadir as forças, sendo uma verdadeira heroína.

Os conflitos armados são responsáveis por tirar a vida de muitos inocentes, isso é algo que a história nos ensina desde a antiguidade e no país da Birmânia sem exceção. Incrivelmente, verdadeiros heróis e heroínas surgem entre os próprios civis que tentam sobreviver aos conflitos. É o caso de Ann Rose Nu Twan, uma freira que estava disposta a perder a vida para salvar algumas crianças.

Tudo aconteceu no dia 8 de março. Os protestos pacíficos de civis contra o golpe, somados aos do Dia da Mulher, fizeram com que as Forças Armadas perdessem a paciência, reprimindo os cidadãos. Eles não usaram apenas gás lacrimogêneo, mas também armas de guerra, que atingiram as áreas residenciais, onde as crianças foram encontradas.

As pessoas começaram a se refugiar em suas casas, inclusive as crianças, porém algumas chegaram a se ferir. Naquele momento, a freira Ann Rose saiu à rua para pedir que parassem.

Foto: Myitkyina News Journal / AFP

“Mate-me, mas não as crianças”, a mulher foi capturada gritando em um vídeo que está circulando do mundo todo. A poucos metros dela e atrás dos esquadrões armados havia mais vítimas, mas ela estava disposta a se sacrificar para que tudo acabasse.

“Eu não estava com medo”, disse Nu Twan à AFP. Ela gritou para eles pararem porque pessoas inocentes estavam sendo atingidas. Felizmente, a heroína conseguiu dissuadir as forças armadas.

Foto: Myitkyina News Journal / AFP

No entanto, a cena triste não terminou aí. A freira junto com outros cidadãos foram até os feridos e os levaram ao hospital, onde, na chegada, viram que já havia uma dezena de pacientes em estado crítico.

O conflito que está longe de terminar já fez quase 2.000 vítimas e os meios de comunicação do país negam o envolvimento da polícia ou das forças armadas. No entanto, tanto as imagens postadas na internet, quanto o depoimento da própria Ann Rose, deixam muitas dúvidas. Apesar disso, existem pessoas corajosas dispostas e prontas para dar suas vidas para salvar outras pessoas.

Com informações de UPSOCL

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


COMPARTILHE

RECOMENDAMOS




LIVRO NOVO: FABÍOLA SIMÕES




COMENTÁRIOS




Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.