Finlândia pretende abolir a divisão de conteúdo e será a primeira nação a fazer isso! Entenda por quê!

Os finlandeses estão decididos a agrupar os conhecimentos das diversas áreas em uma única aula e possuem argumentos fortíssimos para isso. Na visão deles, não existe motivos para separar as áreas de conhecimento, já que essa atitude leva a uma segregação desnecessária e a falta de interesse por parte dos alunos.
Entenda melhor:

A Educação na Finlândia já é encarada como uma das melhores do mundo e esse é o motivo: Eles acreditam que biologia, química, geografia, história, entre outras áreas de conhecimentos específicas podem ser abordadas em conjunto. Sabe como? Ao invés de colocarem as crianças para aprender história, eles querem que os estudantes aprendam a estudar os fenômenos por trás dos acontecimentos, por exemplo.

Para eles, uma criança que estuda a história somente, não consegue relacionar os diferentes tipos de conhecimento, mas a criança que entra para uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, onde especialistas de diversas áreas se uniram para desvendar a geografia, a física, a química e a biologia do cenário histórico, consegue ter uma visão mais ampla e agregadora de todo o processo.

O objetivo é ser o primeiro país a deixar de lado a tradicional maneira de estudar conteúdos divididos por “matérias” e adotar uma forma multidisciplinar de ensinar os fenômenos como um todo, englobando todos os conhecimentos dentro de um tópico, valorizando os professores, diminuindo os testes e provas, aderindo a diferentes formas de aprendizado através da arte, por exemplo.

Essa postura já vem sendo adotada em algumas cidades e por isso o país está constantemente sendo citado no rankings do PISA (Programme for International Student Assessment, ou Programa para Avaliação Internacional de Estudantes) ao lado de Cingapura, mas com uma vantagem, oferecem um ensino gratuito e sem estresse. “Nós realmente precisamos repensar a educação e reprojetar nosso sistema, para que ele prepare nossas crianças para o futuro com as competências que são necessárias para o hoje e o amanhã. Nós ainda temos escolas ensinando à moda antiga, que foi proveitosa no início dos anos 1900 – mas as necessidades não são mais as mesmas e nós precisamos de algo adequado ao Século 21”, afirma Marjo Kyllonen, gerente educacional de Helsinki.

Por estarem colhendo ótimos frutos com esse novo método, pretendem ampliar para o país todo esse estilo de ensino. Não é apenas Helsinki, mas toda a Finlândia que irá abraçar a mudança”, conclui.

Como toda mudança que pretende ser realizada, essa também está sendo muito difícil e encontra resistência até entre os professores mais tradicionais. Mas, atualmente, as escolas finlandesas já são obrigadas a oferecer ao menos um período de ensino multidisciplinar baseado em “fenômenos”, por ano, e cerca de 70% dos profissionais já aderiram ao modelo.

Helsinki, é a capital do país e lá, a reforma está mais acelerada, as escolas já oferecem o ensino em dois períodos. Marjo Kyllonen acredita que em 2020 a transição estará completa em todo o país.

Quer entender como está sendo realizado o processo? Assista o vídeo:

Editorial CONTI outra. Com informações de Rescola.

Imagem de capa: Sergey Novikov/shutterstock

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