Nem todo filme precisa de grandes reviravoltas para funcionar — e Ruth & Alex prova isso com uma delicadeza rara.
A história acompanha um casal que vive há décadas no mesmo apartamento em Nova York.
Interpretados por Morgan Freeman e Diane Keaton, Alex e Ruth começam a considerar a ideia de se mudar, principalmente por causa das escadas do prédio — um detalhe simples, mas que carrega um peso enorme quando o tempo começa a cobrar seu preço.

O que poderia ser apenas uma trama sobre mudança de casa se transforma em algo muito mais profundo. O filme usa essa decisão como ponto de partida para revisitar memórias, escolhas e o próprio significado de envelhecer.
Há uma melancolia constante, mas nunca pesada demais — ela vem acompanhada de momentos leves, até engraçados, que deixam tudo mais humano.
O grande destaque, sem dúvida, são as atuações. Freeman e Keaton têm uma química natural que faz o relacionamento parecer real em cada detalhe: nos silêncios, nas pequenas discussões e nos gestos cotidianos. É fácil acreditar naquele casal, e isso torna tudo mais envolvente.

A narrativa é simples, quase intimista. Não há pressa, nem grandes conflitos externos. O foco está no cotidiano e nas emoções que surgem a partir dele. Isso pode não agradar quem busca algo mais dinâmico, mas funciona muito bem para quem gosta de histórias sensíveis.
No fim, Ruth & Alex é aquele tipo de filme que não grita — ele conversa. E deixa uma sensação agridoce, como uma lembrança boa que vem acompanhada de saudade.
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