Tem gente que percebe primeiro no espelho, outras na escova do cabelo, e muita gente só nota nas mãos: depois dos 40, as unhas podem começar a mudar de aparência.
Entre os sinais mais comuns estão as linhas verticais, que vão da base até a ponta e costumam ficar mais visíveis com o passar dos anos.
Na maioria das vezes, isso tem relação com o envelhecimento natural, mas há situações em que o detalhe merece ser observado com mais cuidado.

Essas marcas recebem o nome de estrias longitudinais. Elas aparecem como pequenos sulcos ou relevos no comprimento da unha e podem surgir de forma discreta ou mais marcada, dependendo da pessoa.
Em geral, ficam mais evidentes com a idade porque a unha também envelhece: sua estrutura muda, a superfície perde uniformidade e a formação da queratina, proteína responsável por dar resistência à unha, pode acontecer de maneira menos regular.
Esse processo costuma acompanhar outras mudanças comuns do corpo ao longo do tempo. Assim como a pele tende a ficar mais seca e o cabelo pode perder brilho ou espessura, as unhas também podem se tornar mais opacas, frágeis e ásperas.

Por isso, em muitas pessoas, essas linhas não indicam doença, mas sim uma alteração ligada à maturidade do organismo.
Outro fator que pesa bastante é o ressecamento. Mãos expostas com frequência à água, detergente, sabão, álcool em gel e produtos de limpeza tendem a sofrer mais.
Quando a unha perde hidratação, qualquer irregularidade fica mais aparente, e aquelas linhas que antes mal eram percebidas passam a chamar atenção.
A alimentação também entra nessa conta. Unhas mais fracas, quebradiças ou com alteração na textura podem estar associadas à baixa ingestão ou à absorção insuficiente de nutrientes como ferro, zinco, magnésio e vitaminas do complexo B.
Em algumas pessoas, a deficiência de biotina também pode influenciar na qualidade da lâmina ungueal, embora isso precise ser avaliado com critério, sem suplementação por conta própria.
Em alguns casos, essas linhas aparecem junto de outros sinais que acendem um alerta maior.

Alterações nas unhas acompanhadas de cansaço persistente, queda de cabelo, pele muito seca, sensibilidade ao frio ou inchaços podem estar relacionadas a condições de saúde que precisam de investigação, como distúrbios da tireoide, problemas circulatórios e doenças inflamatórias ou autoimunes.
O ponto principal está no conjunto da obra. Se a unha apresenta apenas sulcos verticais leves e sem outros sintomas, isso costuma ser algo benigno. Mas a situação muda quando aparecem manchas escuras, escurecimento localizado, dor, vermelhidão, descamação, espessamento, deformidade ou quebras repetidas.
Nesses casos, vale procurar um dermatologista para descartar infecções, traumas recorrentes e alterações mais sérias, incluindo melanoma subungueal, um tipo raro de câncer que pode surgir sob a unha.
Alguns cuidados simples ajudam a preservar a saúde das unhas nessa fase da vida. Hidratar as mãos com frequência, principalmente depois de lavá-las, usar luvas ao mexer com produtos de limpeza, evitar lixar em excesso e manter boa ingestão de água já faz diferença.
Também vale prestar atenção à alimentação e buscar orientação profissional se houver suspeita de carência nutricional ou mudança repentina no aspecto das unhas.
Quando a unha começa a mandar sinais, o melhor caminho não é ignorar nem entrar em pânico. Em boa parte dos casos, as linhas verticais fazem parte do envelhecimento.
Ainda assim, quando elas aparecem junto de outros sintomas ou mudam rápido demais, o corpo pode estar pedindo uma avaliação mais cuidadosa.
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