Você está dirigindo, vê uma placa azul com um losango branco e pensa: “isso é faixa de ônibus?”, “é algum aviso de obra?”, “mudou regra e eu não fiquei sabendo?”.
Pois mudou mesmo — e na França essa placa já começou a aparecer em trechos bem movimentados, principalmente em vias rápidas.
O losango não está ali por estética: ele marca uma faixa com acesso controlado, criada para separar quem está com mais gente no carro (ou presta serviço essencial) de quem vai sozinho.
Na prática, a placa indica faixa reservada para carona (carpool). É uma forma de organizar o trânsito sem inventar novas pistas: em vez de todo mundo ocupar espaço com um carro por pessoa, a regra passa a premiar quem divide o veículo e dá prioridade a alguns tipos de transporte.
E tem um detalhe que explica a confusão: ela não é uma faixa exclusiva de ônibus. Dependendo do trecho, ônibus até entram — mas não são os únicos. Quem erra e usa a faixa sem se enquadrar pode sair no prejuízo com multa que chega a 135 euros.

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O que o losango branco no fundo azul quer dizer?
Quando você vê a placa azul com losango branco, significa que aquela faixa tem restrições. Em geral, só pode circular ali quem se encaixa em uma dessas situações:
- Carros com 2 ou mais ocupantes (motorista + pelo menos uma pessoa);
- Táxis (em serviço, com ou sem passageiro, conforme a regra local);
- Ônibus e transporte público autorizado;
- Veículos de emergência (ambulância, polícia, bombeiros);
- Veículos ligados ao transporte de pessoas com deficiência (ou credenciados para isso).
Ou seja: se você está sozinho no carro, essa faixa não é pra você — mesmo que a via pareça vazia.
Onde isso já está valendo na França
A sinalização começou a ser usada na região de Paris, em trechos de grande fluxo, incluindo partes do anel viário e rodovias importantes nos arredores.
Normalmente, a faixa fica mais à esquerda, justamente para evitar aquela bagunça de entra-e-sai de acessos e manter o fluxo mais constante.
Outro ponto que pega muita gente: em alguns lugares a restrição vale o dia inteiro; em outros, funciona só em horários específicos, principalmente nos períodos de pico.
Então não basta “ver a faixa livre”: tem que observar a sinalização do trecho e, quando houver, os painéis com horários.

Como a fiscalização pega quem tenta “dar uma de esperto”
A fiscalização está sendo feita com câmeras, do tipo que identifica placa e verifica ocupação do veículo.
Não é “multa instantânea” no modo robô: o sistema registra a imagem e a infração passa por validação humana antes da penalidade ser confirmada.
Se o veículo não atende às regras da faixa, a multa pode chegar a 135 euros (e em alguns casos existe valor menor se o pagamento for feito logo).
E não, não precisa fiscalizar a pista inteira: basta controlar pontos estratégicos nos horários em que a faixa está valendo para a regra funcionar.
“Carpool” na vida real: o que muda para o motorista
Carona, aqui, não é “dar uma volta com o amigo por acaso”. A lógica é simples: mais gente por carro = menos carros para a mesma quantidade de pessoas. Em teoria, isso ajuda a:
- reduzir o número de veículos disputando espaço;
- diminuir consumo de combustível por pessoa;
- encurtar tempo perdido em congestionamento;
- cortar emissões por passageiro.
Por isso o losango virou o símbolo visual dessas faixas em vários lugares: é um jeito rápido de “bater o olho” e entender que ali não é pista comum.

Quem pode usar e quem deve passar longe
Pra não ter dúvida, pode usar (em regra):
- carro com 2+ ocupantes;
- táxi e transporte público autorizado;
- emergência;
- credenciados para acessibilidade;
- em alguns trechos, também entram motos com dois ocupantes (quando a regra local inclui).
Não pode usar:
- carro com apenas o motorista, mesmo fora do horário de aperto, se a faixa estiver ativa naquele momento.
Por que isso surgiu agora
A França está usando esse modelo como parte de políticas para reduzir congestionamento e poluição sem depender de abrir novas vias (que custa caro, demora e muitas vezes nem resolve).
A mensagem é direta: se você divide o carro, ganha uma vantagem prática no trajeto. Se vai sozinho, fica na faixa comum.
Isso existe em outros países? E no Brasil?
Esse tipo de faixa já é conhecido em outros lugares, principalmente como faixa de alta ocupação (HOV) em países como os Estados Unidos, e também aparece em discussões e testes em diferentes pontos da Europa.
No Brasil, não é algo padronizado hoje, mas a ideia pode aparecer em projetos pontuais se cidades começarem a buscar alternativas mais rígidas para administrar fluxo em corredores específicos.
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