Sabe aquela ligação “da central do banco” que começa educada, te dá um sustinho (“movimentação suspeita”) e termina com uma ordem bem específica? “Desliga agora e liga neste número pra confirmar.” É aí que mora o risco — e ele é bem menos óbvio do que parece.
Em golpes de “falsa central”, a ideia do criminoso é fazer você acreditar que está no controle: você desliga, procura o número oficial, faz tudo “certinho”… e mesmo assim cai.
Por quê? Porque há relatos e alertas de instituições dizendo que golpistas conseguem manter a ligação “presa” por alguns minutos depois que a vítima desliga — ou seja, você acha que está fazendo uma nova chamada, mas ainda está conectado ao mesmo golpista.

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Esse truque costuma aparecer justamente quando você desconfia. A pessoa do outro lado “autoriza” você a desligar e ligar de volta para a central (às vezes até dita o número).
Só que o golpe também se apoia em outra peça: o spoofing, que é o mascaramento do número para parecer que a ligação veio da central verdadeira. Então, olhar o visor ou até pesquisar o número no Google nem sempre resolve.
Agora entra a parte que explica por que tanta gente recebe chamadas que caem rápido, ficam mudas ou parecem “robô”.

A própria Anatel descreve que há chamadas em massa feitas por centrais automatizadas que disparam milhares de ligações ao mesmo tempo e derrubam as que “sobram” quando alguém atende; e também ligações usadas como “provas de vida”, para mapear se o número está ativo, se a pessoa costuma atender e em quais horários.
Ou seja: só atender (e desligar) pode alimentar a lista deles com informação útil.
E tem um parente desse incômodo que vira armadilha: o golpe do “toque e cai”. Você vê uma chamada perdida de um número estranho, devolve a ligação por impulso e pode acabar caindo em cobrança/premium rate (o famoso wangiri). Não é o mesmo roteiro da falsa central, mas nasce do mesmo reflexo automático de “desliguei, vou retornar”.
Então, o “nunca pode desligar” aqui tem tradução prática: nunca desligue seguindo o script do outro lado (principalmente quando a pessoa manda você desligar e ligar “agora”). Se a ligação parece suspeita, encerre e retome o contato do seu jeito — com tempo, e por canais que você controla.

O que fazer, na prática, sem complicar:
- Desconfie de urgência + pedido de dados/ações (senha, código, confirmação, instalação de app, “transferência teste”). Bancos reforçam que não pedem esse tipo de coisa por telefone.
- Se você realmente precisar falar com a instituição, não ligue imediatamente do mesmo aparelho/linha: espere alguns minutos ou use outro telefone/canal oficial (app, chat do aplicativo, site).
- Para reduzir a enxurrada, use bloqueio do próprio celular e serviços oficiais: a Anatel recomenda bloquear números e também cita o Não Me Perturbe como opção para barrar telemarketing de setores participantes.
- Recebeu chamada perdida de número esquisito (principalmente internacional) e “caiu” em 1 toque? Não retorne.
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