Emilia Clarke, atualmente a atriz mais bem paga do mundo, não admite o termo “Mulheres Fortes”. Entenda.

"Chega desse ‘mulher forte’, por favor. Vamos apenas ser mulheres. Eu vou te dizer como me senti em interpretar uma mulher e fim, é isso. Tire o ‘forte’ e encontre outro adjetivo."

Os fãs da série “Game of Thrones” a conhecem bem, pois Emilia Clarke protagonizou a personagem Daenerys Targaryen, a mãe dos dragões.

Britânica, 31 anos, e em 2018 considerada a atriz mais bem paga do mundo, pois teria acumulado um patrimônio de cerca de $82 milhões de dólares em rendimentos derivados de seus trabalhos.

Em seu mais recente trabalho Emilia  interpretou a personagem Qi’ra em “Han Solo: Uma História Star Wars”.

E você dirá: Caramba, que mulher forte e poderosa! Ela saiu de GFT e foi para nada mais, nada menos, que Star Wars.

Mas, é aí que Emilia Clarke para tudo e se manifesta!

Imagem reprodução

Recentemente, em entrevista à Variety – durante o Festival de Cannes, a atriz explicitou o descontentamento com o uso da frase “mulheres fortes” para definir as protagonistas femininas. Segundo ela, o adjetivo deixaria subentendido que outras protagonistas são fracas em comparação às “fortes”.

Ela disse:

“Chega desse ‘mulher forte’, por favor. Vamos apenas ser mulheres. Eu vou te dizer como me senti em interpretar uma mulher e fim, é isso. Tire o ‘forte’ e encontre outro adjetivo. Eu apenas interpreto uma mulher, se ela não é forte, é o quê? Você me diz que a outra opção é ‘fraca’? Eu fico muito frustrada com isso, ninguém pergunta sobre o ‘homem forte’, a não ser para falar sobre o físico dele. Entende o que significa?”

Quem acompanha o cinema sabe que, de maneira geral, além de salários mais baixos, as mulheres possuem menos papeis como protagonistas. Outro “vício” sexista do cinema, é utilizar mulheres apenas como moldura para personagens masculinos, sendo elas aquelas que ajudam o “grande astro” a brilhar ou que precisam dele para suprir suas carências e lhes dar proteção.

Com a fala acima, Emilia Clarke certamente está combatendo essa postura de colocar a mulher como alguém frágil. Para ela, mulher é mulher e não “o sexo frágil”. Logo, se não subentendermos um “sexo frágil”, não precisaremos pensar em “mulheres fortes.

E vocês, concordam com a postura da atriz? Comentem conosco!

Editorial Conti outra. Imagem de capa: cena da série “Game of Thrones”.

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