É preciso reciclar o coração. Um amor não é capaz de curar outro!

Ontem estava conversando com um grande amigo quando comentei com ele sobre uma conversa que ouvi acidentalmente dentro do ônibus. Na tal conversa, uma moça comentava que acabara de sair de um relacionamento e que queria ficar com outra pessoa para “tentar” esquecer o moço que ela namorou.

Meu amigo, ao ouvir meu relato, disse que é necessário reciclar o coração, ou seja, zerar o coração, a fim de que ele fique limpo para servir de morada para um outro alguém.

Achei inteligentíssimo!

Veja bem, como vou ficar com uma pessoa se ainda guardo marcas de outra?  É como se eu estivesse usando outra pessoa em benefício próprio ou fazendo com que esse alguém acreditasse que estamos na mesma sintonia.

Lamentavelmente, vejo pessoas que buscam sua “cura” exteriormente, sendo que a cura vem de dentro. Entretanto, somente o tempo é capaz de colocar as coisas no lugar.

Acredite, não é outro alguém que será capaz de curar as feridas de relacionamentos passados que ficaram abertas. Você pode até sentir um prazer temporário, mas o vazio permanecerá. É inevitável.

Por outro lado, acho justo você sair de um relacionamento e buscar distração, mas lembre-se que você também pode se ocupar de outras formas. Já experimentou fazer algo diferente? Sabe aquele plano que você projetou e acabou não colocando em prática? Ou, aquele lugar que tanto tem vontade de conhecer, mas acabou não indo? Ou, talvez, aquele livro que você deixou empoeirando na estante e acabou nem terminando?

Existem tantas coisas para se fazer após um término. Mantenha a calma, respire fundo e vá viver sua vida. Você não nasceu grudado(a) em seu (sua) ex.

E outra, relacionamento é complemento.

Quando, finalmente, você redescobrir a felicidade nas coisas pequenas e no estar consigo mesmo, aí sim, você estará pronto para compartilhar essa tal felicidade com outro alguém.

Imagem de capa: ambrozinio/shutterstock

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Larissa Dias
Estudante de jornalismo, radialista por amor, escritora nas horas vagas. Adora dar boas risadas, costuma passar os domingos de pijama assistindo filmes e séries. Apesar de não curtir baladas, é incapaz de recusar uma rodinha de violão, e para pra cantar junto. Mesmo desafinada, garante que é simplicidade em pessoa.