Durante o programa “Manhã Bandeirantes”, da Rádio Bandeirantes, o apresentador José Luiz Datena fez um agradecimento aos fãs que têm dedicado orações pela recuperação de seu filho, José Luiz Datena Júnior, que está internado devido a covid-19.

Ele confessou, entretanto, que se envergonha com tanto carinho do público, afinal seu filho está internado em um hospital com recursos para combater a doença, enquanto parte significativa da população brasileira luta pela vida em regiões sem infraestrutura no SUS (Sistema Único de Saúde).

“Às pessoas que passaram as mensagens ao meu filho, eu agradeço do fundo do coração. Que Deus lhes dê tudo em dobro, aquilo que desejaram para o meu filho e minha família. Mas eu, sinceramente, me sinto penalizado, às vezes. A gente tem porque meu filho está num dos melhores hospitais do Brasil, que é o Sírio-Libanês. Tem acesso a tudo no momento que ele quer, belos médicos e a chance de ele sair dessa doença é muito maior do que as pessoas que às vezes não têm um leito para ficar, que nem têm acesso a oxigênio, que estão lá em aparelhos que podem falhar a qualquer momento.

Eu me sinto até envergonhado apesar de pagar os meus impostos, de ser o mais honesto possível com o Estado. Eu também, até os 43 anos, fui bem pobre. Fui de classe média baixa, fui pobre mesmo. Quando garoto, era bem pobre. Então, até 43 anos, quando eu comecei a ganhar dinheiro, eu enfrentei dificuldades pra caramba e sei mais ou menos como é a vida.”, disse Datena.

O apresentador ainda pediu para a corrente de oração pela recuperação de seu filho inclua também as muitas pessoas desconhecidas do público que estão passando por situações tristes em razão da pandemia da covid-19.

“Então, eu agradeço a vocês, mas eu gostaria que vocês orassem muito mais ainda, claro que continuem orando pelo meu filho, mas muito mais pelos filhos, pais, mães e irmãos, e gente que não tem acesso justo a um sistema de saúde que melhorou porque foi injetado dinheiro no SUS por causa da pandemia.”

Datena ainda lembrou que o problema da falta de leitos nos hospitais públicos não é novidade no país e reafirmou que o SUS somente irá ter um atendimento de primeiro mundo quando começar a receber pessoas públicas e do governo.

“Você ouvia falar de falta de leito no SUS muito antes da pandemia. Gente que morria em corredor de hospital muito antes. [Sobre] o serviço público brasileiro, eu sempre disse: ‘o cara se fosse eleito para qualquer cargo, deveria ser tratado no SUS porque iam fazer o SUS ser melhor que os hospitais particulares’. Então, eu agradeço de coração [as orações], mas é uma pena que todo mundo no Brasil não tem direito ao mesmo atendimento que meu filho está tendo.”, finalizou o apresentador.

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Redação Conti Outra, com informações de UOL TV e Famosos.
Foto destacada: Reprodução.

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