As crianças que dormem na cama dos pais têm problemas no futuro?

Essa história de dividir a cama com os filhos vai e volta em discussões meio vazias de conteúdo.

Essa história de dividir a cama com os filhos vai e volta em discussões meio vazias de conteúdo. A verdade é que não existe nada de concreto, nem na literatura médica, nem nos estudos psicológicos que comprovem que as crianças que dormem com os pais terão problemas no futuro.

Mas… então quer dizer que está liberado? Vamos reunir a família inteira na mesma cama?

Não é bem assim…

No primeiro ano de vida, muitos casais acabam deixando o bebê no mesmo quarto para facilitar o “deita-levanta” dos meses iniciais, por conta da amamentação, das cólicas e necessidades do recém-nascido. No entanto, a Associação Brasileira de Pediatria adverte para o seguinte: NO MESMO QUARTO, SIM. NA MESMA CAMA, NÃO.

O aconselhamento médico por não colocar os bebês na cama dos pais, vem por conta de um risco físico real e sério: há casos de bebês que foram sufocados, acidentalmente, durante a noite, por estarem dividindo o espaço da cama com os adultos.

Fora isso, é preciso entender por que a criança não está dormindo em sua própria cama. Se for em função de ter medo, pesadelos ou desconfortos noturnos, e a criança só consiga pegar no sono na cama dos pais, ou acabe migrando de cama no meio da noite, é preciso investigar a origem desse medo, acalmar os pesadelos e avaliar quais desconfortos podem estar afligindo os pequenos. Apenas permitir que durmam com os pais, pode mascarar problemas emocionais que vão voltar de outras formas mais tarde.

Não nos esqueçamos de que, também, há casais que para disfarçar problemas de relacionamento e evitar a aproximação sexual, acabam acolhendo os filhos em sua cama, como forma de fugir do problema, em vez de resolvê-lo. E isso é péssimo!

Bem… concluindo: cada caso é um caso!

Dormir na cama dos pais é mesmo uma delícia, mas deve ser exceção e não regra.

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


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Ana Macarini
"Ana Macarini é Psicopedagoga e Mestre em Disfunções de Leitura e Escrita. Acredita que todas as palavras têm vida e, exatamente por isso, possuem a capacidade mágica de serem ressignificadas a partir dos olhos de quem as lê!"