Cometa poderá ser visto no Brasil a partir dessa semana; saiba mais

O evento extremamente raro deverá se repetir daqui 6.800 anos, tempo que o cometa leva para dar uma volta completa em torno do Sol.

Ana Carolina Conti Cenciani

O cometa chamado Neowise é considerado um evento extremamente raro e deverá se repetir daqui 6.800 anos, tempo que o cometa leva para dar uma volta completa em torno do Sol.

O fenômeno poderá ser visto do Brasil, a olho nu, a partir desta quarta-feira (22) até o dia 30 de julho. O corpo celeste teve sua primeira observação feita pela Nasa, em 27 de março deste ano.

Segundo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp Bauru, os moradores das regiões Norte e Nordeste conseguirão fazer uma observação prévia e com mais nitidez do que nas regiões Sul e Sudeste do país, onde a observação poderá ser feita a partir dos dias 24 e 26 de julho, respectivamente.

O professor e coordenador explica que o cometa ficará relativamente visível durante o pôr do sol, mais próximo da linha do horizonte e no sentido noroeste. “Deve-se procurar pelo cometa bem próximo do horizonte. Não é para olhar para cima”, explica.

Com o passar dos dias o cometa ficará cada vez mais distante do Sol e, consequentemente, cada vez menos brilhante, o que dificulta a observação do cometa Neowise cruzando o céu.

A observação do cometa poderá ser um pouco difícil. A dica do especialista para os que possuem interesse em observá-lo é encontrar um lugar que não tenha muitas árvores altas e prédios, que seja mais afastado da cidade, afinal a luz artificial pode ofuscar o brilho do cometa.

Quem conseguir observar o céu o momento certo conseguirá perceber um risco brilhante. “Quando o cometa está dando a volta ao sol, ele acaba soltando muitas partículas de rocha e poeira. Por isso que os cometas costuma ter aquela calda, aquele rabo comprido todo brilhante, que na verdade são as partículas que estão se soltando no espaço”, explica Rodolfo.

Outra dica de Langhi é a utilização de um binóculo. Recomendam-se um modelo 7×50, ou seja, que amplie a visão sete vezes mais do que o olho humano e cuja lente possui 50 milímetros de diâmetro. Vale ressaltar que a lente deve ser transparente.

As condições meteorológicas também são importantes, um céu limpo, ar seco e temperatura baixa também favorecem a visibilidade do corpo celeste. A época do ano, portanto, é favorável para os brasileiros que gostam de astronomia.

Com informações de R7

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 19 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui notícias que são boas de se ler.