Quem está com viagem marcada, colheita engatilhada, obra a céu aberto ou rotina de entregas precisa ficar de olho no céu nos próximos dias.
A combinação entre um ciclone extratropical em formação e corredores de umidade ativos pelo país tende a concentrar chuva forte, rajadas perigosas e risco de transtornos bem localizados — daqueles que mudam o dia em poucas horas.
A expectativa é que o primeiro ciclone de 2026 comece a se organizar na sexta-feira, 9 de janeiro, ganhe força no sábado, 10 de janeiro, e influencie principalmente Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

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Em alguns pontos, as rajadas podem passar de 100 km/h, cenário que costuma derrubar galhos, dificultar tráfego em rodovias e elevar o risco de quedas de energia, além de favorecer temporais com volumes altos em curto período.
Os primeiros episódios de instabilidade já podem aparecer na manhã de sexta (09/01), com pancadas fortes e trovoadas se espalhando conforme a circulação do sistema aumenta.
O período mais crítico para vento tende a ficar entre a tarde de sábado (10/01) e o domingo (11/01), quando o ciclone se consolida e acelera o transporte de ar úmido e quente para áreas continentais.
A tendência é de perda de força no Rio Grande do Sul no domingo (11/01), à medida que o centro do sistema se afasta e avança para o Oceano Atlântico.
Enquanto isso, outros mecanismos atmosféricos seguem “trabalhando” ao mesmo tempo. A ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) mantém faixas de nebulosidade e chuva persistente, favorecendo acumulados elevados em partes do Sudeste, Centro-Oeste e Norte.
No extremo norte, a ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) ajuda a reforçar precipitações no Amapá, enquanto um VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis) pode reduzir a chuva em áreas do leste do Nordeste, ao dificultar a formação de nuvens carregadas em parte da região.
Os 5 estados mais na mira
De acordo com a projeção meteorológica citada, a lista de estados com maior influência do sistema inclui:
- Mato Grosso do Sul
- Paraná
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- São Paulo

Quanto pode chover
Os acumulados previstos podem chegar a até 100 mm em Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com potencial para alagamentos e enxurradas em pontos vulneráveis, especialmente onde a chuva cair com intensidade.
Em São Paulo, a tendência é de volumes menores, em torno de 50 mm, ainda assim suficientes para gerar transtornos se vierem concentrados em poucas horas, principalmente em áreas urbanas com drenagem sobrecarregada.
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