Três mini-contos de Franz Kafka
Na semana passada, no dia 3 de julho, foi aniversário de Franz Kafka (1883). Trouxemos aqui, então, 3 mini-contos de sua lavra. Ele viveu apenas 41 anos, tuberculoso e fracassado, morreu desejando que toda a sua obra fosse destruída, contudo, sua genialidade é admirada em todo o mundo e incontestável é a sua contribuição para a Literatura Universal.
Poema em linha reta, de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco,...
As metáforas de Rubem Alves
"A metáfora é uma das mais poderosas formas de comunicação,pelo seu poder de quebrar resistências com histórias que levam as mensagens que você quer comunicar."...
Juntar ou jogar fora, por Marina Colasanti
Todo dia aparece alguém querendo nos ensinar a viver. E como crianças bem educadas nos debruçamos sobre esses ensinamentos esperando aprender algo novo e...
Nise da Silveira, uma vida como obra de arte, por Edson...
Nise da Silveira entendeu os estados do ser vividos e difundidos por Antonin Artaud. Disse não à loucura como doença mental, afirmando a anti-psiquiatria. Não...
“E agora, José?”, crônica de Saramago inspirada no poema homônimo de...
Por José Saramago
Há versos célebres que se transmitem através das idades do homem, como roteiros, bandeiras, cartas de marear, sinais de trânsito, bússolas —...
As minhas últimas palavras
Por Raul Minh'alma
Estávamos casados há tão pouco tempo quando a vida decidiu que eu seria, também, uma daquelas pessoas de quem se ouvia falar...
Jurisprudência do Amor, por Arnaldo Jabor
Já parou pra pensar sobre a jurisdição do relacionamento?!? É puro processo.
Todo relacionamento traz embutido um processo de conhecimento, ao qual se segue o...
“A moça tecelã”, um conto de Marina Colasanti
Acordada ainda no escuro, como se houvesse o sol chegado atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se no tear.
Linha clara, para começar o...
O amor acaba – crônica de Paulo Mendes Campos
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques...
Recém-nascidos de um amor perdido, por Fabrício Carpinejar
Por Fabrício Carpinejar
Não seremos bebê uma vez só na vida.
Com o fim de um amor, voltaremos a ser uma criança de colo.
Sempre que perdermos...
“Miudezas”, poema de Manoel de Barros
Percorro todas as tardes um quarteirão de paredes
nuas.
Nuas e sujas de idade e ventos.
Vejo muitos rascunhos de pernas de grilos pregados
nas pedras.
As pedras, entrentanto,...
Pequena crônica policial, por Mário Quintana
Jazia no chão, sem vida,
E estava toda pintada!
Nem a morte lhe emprestara
A sua grave beleza…
Com fria curiosidade,
Vinha gente a espiar-lhe a cara,
As fundas marcas...
“DESTRALHE-SE” , por Carlos Solano
"-Bom dia, como tá a alegria"? Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
"-Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu...


















