Em dezembro de 2015, o menino Carlos Attias Boudoux, o Carlinhos, foi passar o Natal com o pai na Argentina após uma determinação da Justiça. O garoto, à época com nove anos de idade, e a irmã, que tinha 11 anos, deveriam voltar ao Brasil no começo de 2016, mas apenas a menina foi deixada na casa da mãe. A partir daí, Cláudia Boudoux, mãe das crianças, empreendeu uma incansável luta para reaver o filho.

Em 2016 e em 2019, o pai do garoto chegou a ser preso por sequestrar o filho e impedir que ele se comunicasse com a família materna. O menino, hoje com 13 anos, desapareceu em 2019, pouco antes da data em que embarcaria para o Brasil.

Já em janeiro deste ano, Carlinhos procurou uma delegacia de Buenos Aires e contou sua história.A partir daí, foi levado a um abrigo e ficou sob a proteção do Conselho Tutelar argentino. Só recentemente Cláudia recebeu uma autorização especial para entrar no país e buscar o filho. A Argentina tem restrições à entrada de estrangeiros devido à pandemia da Covid-19. A viagem para Buenos Aires foi acompanhada pelo secretário executivo da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Eduardo Figueiredo, que atuou nos acordos burocráticos para o retorno do garoto.

Ao longo do período em que Cláudia e a filha estiveram na Argentina, elas não puderam se encontrar com o adolescente por causa de uma decisão judicial local, como informa a Secretaria de Justiça. O reencontro ocorreu apenas durante o embarque para o Brasil. Cláudia e os filhos chegaram ao Recife na manhã desta terça-feira (09).

As passagens de ida e volta da família ficaram sob responsabilidade do governo estadual, assim como o retorno de Carlinhos. A secretaria afirmou, em nota, que a fisioterapeuta preferiu não se manifestar sobre a volta.

Segundo a Polícia Federal, o voo fez uma escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e depois pousou, por volta das 2h20, no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, na Zona Sul da capital pernambucana. Ainda segundo a polícia, eles foram encaminhados até o saguão, onde foram recepcionados por parentes.

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Redação Conti Outra, com informações de G1.
Fotos: Reprodução.

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