De acordo com informações do site Mirror, um casal usou uma barriga de aluguel para ter um filho, mas abandonou a criança em outro país — a 2.400 quilômetros de distância.

Os pais viajaram para a Ucrânia em agosto do ano passado, logo quando a criança nasceu, mas retornaram ao seu país natal, a Itália, deixando a recém-nascida para trás, aos cuidados de sua babá. As razões do abandono são ainda desconhecidas.

O casal prometeu voltar, mas nunca mais retornaram para buscar a filha. A menina, que tem 16 meses, foi cuidada pela babá, que a criou como sua própria filha.

No entanto, a babá entrou em contato com o consulado italiano recentemente para relatar que não tinha mais condições de cuidar da criança. Ela temia as repercussões legais do caso. A partir daí, autoridades italianas do Ministério Público Juvenil localizaram os pais e confirmaram que o casal não tinha a intenção de levar a filha de volta. Agora, um tribunal determinou que a menina deve ser encaminhada para a adoção.

Na semana passada, o Serviço de Cooperação Policial Internacional (SCIP) coordenou com o Consulado da Itália na capital ucraniana, as providências para que o bebê fosse levado à Itália e encaminhado para adoção. Uma equipe formada por funcionários da Cruz Vermelha italiana, incluindo um pediatra e uma enfermeira voluntária, viajou para a Ucrânia para levar a menina para a Itália. A criança foi levada de avião para Malpensa, no dia 11 de novembro, onde atualmente está sendo cuidada por uma família adotiva.

Ao tribunal, a pediatra voluntária da Cruz Vermelha italiana Carolina Casini disse que o bebê havia dormido em seus braços durante toda a viagem. Embora a equipe tivesse medo de encontrá-la em más condições e carente emocionalmente, eles constataram que a menina estava em “boas condições” e que “a babá que cuidava dela a amava muito e cuidava muito dela”, disseram.

A babá teria ficado com o coração partido com a notícia e entregou até fotos para os pais adotivos temporários da menina. A última recomendação da babá ao inspetor que levou a criança de volta para a Itália foi: “Ela come banana, dá uma inteira para ela”. Não está claro se os pais biológicos enfrentarão processo por supostamente abandonar sua filha bebê na Ucrânia.

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Redação Conti Outra, com informações de Crescer.
Fotos: Reprodução/Mirror.

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