O Padre Fábio de Melo foi o convidado da edição desta quarta-feira (4/7) do programa Saia Justa, do GNT. Na atração comandada por Astrid Fontenelle, Gabi Amarantos, Mônica Martelli e Pitty, o sacerdote falou, entre outros assuntos, sobre encarar o luto.

Em um momento de bastante emoção, Fábio de Melo lembrou os últimos dias de sua mãe, Ana Maria de Melo Silva, que faleceu em Uberlândia em março deste ano, aos 83 anos, vítima da Covid-19.

“Eu lembro que a equipe que cuidava da minha mãe permitia que eu falasse com ela. Quando ela teve a primeira crise falta de ar me mostrou como a doença era cruel. Eles me ligaram pra ela se acalmar porque muita gente é intubada antes da hora por culpa da ansiedade”, afirmou.

Bastante abalado, o padre lembrou do exato momento em que sua mãe precisou ser sedada após a doença se agravar.

“Eu lembro como se fosse hoje: ela do lado de lá e eu dando a ela o que era de mais sagrado, que era o ser padre. Eu fui fazer uma oração como se eu estivesse em paz. Eu falei: agora a senhora vai dormir um pouquinho porque está muito cansada. A última frase dela pra mim foi: “vai ficar tudo bem”’.

Ele ainda contou que após o falecimento, veio outro golpe: a impossibilidade de se despedir da mãe como gostaria.

“Você não poder velar, não sei como ela foi sepultada. Ela era tão vaidosa, a gente não pode colocar o vestido que ela gostava. Sabe aquela cena que você não vai esquecer? Quando eu cheguei na porta do cemitério, desci do carro, eu vi o caixão da minha mãe. Eu não conseguia andar e falava: nessa caixa tá a mulher que mais amei na vida. Eu fiz duas faculdades, mas nada supera o que minha mãe me ensinou”, disse ele.

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Redação Conti Outra, com informações de Contigo.
Foto destacada: Reprodução/Globosat.

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