Após polêmica, produtora do “Porta dos Fundos” é atacada com coquetéis-molotov.

Em meio aos ataques virtuais contra os integrantes do grupo de humor, bombas foram atiradas contra a sede da produtora, o motivo foi um especial de Natal, lançado na Netflix que retrata um Jesus Cristo homossexual

Ana Carolina Conti Cenciani

Nesta véspera de Natal, na madrugada de terça-feira (24), a sede da produtora audiovisual do Porta dos Fundos que fica no Rio de Janeiro, foi alvo de um ataque a bomba. Dois coquetéis molotov foram atirados no interior do prédio da produtora do grupo de comédia. Nem mesmo o espírito natalino cessou atos de ódio no Brasil.

Em meio aos ataques virtuais contra os integrantes do grupo de humor, bombas foram atiradas contra a sede da produtora, o motivo foi um especial de Natal, lançado na Netflix que retrata um Jesus Cristo homossexual

O “Porta dos Fundos” informou que, se não fosse a presença de um segurança, a sede da produtora certamente seria incendiada. Em nota, o grupo humorístico afirmou que “condena qualquer ato de ódio e violência e, por isso, já disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para as autoridades, para o Secretário de Segurança, e espera que os responsáveis pelos ataques sejam encontrados e punidos”. Além disso, ressaltaram que seguirão em frente “mais unidos, mais fortes e mais inspirados pela liberdade de expressão”.

Em seu Twitter, o ator Fábio Porchat, um dos principais integrantes do grupo de comediantes, declarou: “Não vão nos calar! Nunca! É preciso estar atento e forte…”

É tradição desde 2013, o grupo Porta dos Fundos publicar especiais de Natal no mês de dezembro. O filme do ano passado, “Se beber, não ceie”, venceu o Emmy Internacional por melhor comédia no final de novembro.

Disponível na Netflix, o polêmico especial de Natal de 2019, “A Primeira Tentação de Cristo”, que tem entre seus integrantes atores como Gregório Duviver e Fábio Porchat, despertou a ira de fundamentalistas religiosos por retratar, ironicamente, um Jesus Cristo homossexual.

A produção audiovisual chegou, inclusive, a ser alvo de petições e ações na Justiça. Na última sexta-feira (20), uma juíza negou um pedido para que o especial de Natal fosse retirado do ar. “Seria inequivocamente censura”.

 

 

Com informações de Revista Fórum e O Globo

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 19 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui notícias que são boas de se ler.