Alunos se manifestam após escutarem professora ser agredida pelo parceiro durante aulas online

"Não se levante de novo", uma voz masculina pode ser ouvida nos áudios que vazaram. Enquanto a professora implorava para interromper a aula para que seus alunos não ouvissem os golpes, os alunos eram testemunhas de tudo e já procuravam ajuda.

Ana Carolina Conti Cenciani

Se a quarentena foi um período difícil para a maioria, já que a convivência às vezes acaba se tornando desgastante, é mais difícil ainda para aquelas pessoas que são obrigadas a dividir em tempo integral com seu agressor. Ao longo do ano, foram feitas centenas de denúncias de casos de violência doméstica no México e desta vez uma professora universitária acabou sendo a vítima.

Ángel María Garibay Kintana lecionava inglês para seus alunos na Universidade Autônoma do Estado do México na semana passada, até que seu parceiro interrompeu abruptamente a sessão. Os alunos ficaram assustados com o que estava acontecendo.

“Não se levante de novo”, diz uma voz masculina ao mesmo tempo em que os golpes são ouvidos e a mulher implora para que ela interrompa a aula. Mas, ela não foi ouvida.

Ao que parece não foi a primeira vez que Garibay sofreu este tipo de maus-tratos por parte do companheiro, o áudio revela uma atitude de submissão e não de defesa e isto alertou tanto as alunas que perceberam a situação da docente, como também vários grupos feministas que trabalharam para descobrir quem era o agressor por trás das câmeras.

 

O agressor foi identificado como Octavio García Limón, membro do Partido da Ação Nacional. Desta vez, o homem teria ficado com raiva porque Garibay estava usando seu computador pessoal para as aulas, algo que estava “proibida” de fazer. De qualquer forma, a ação injustificada levou a Universidade a iniciar uma investigação judicial do caso, motivando a professora a denunciá-lo.

Jorge Alvarado

Garibay recebeu ajuda de um advogado para levar o caso de abuso à promotoria. Já o Partido da Ação Nacional, cancelou o cargo de García, pedindo o máximo rigor de justiça em face do incidente.

Por fim, os alunos da professora de inglês saíram para protestar não só para mostrar sua raiva neste tipo de situações, mas para mostrar que apoiam a professora e que valorizam a coragem que ela teve em dizer “chega”.

Jorge Alvarado
Jorge Alvarado

Com informações de UPSOCL

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.