Alunos de escolas no Canadá usam saias para quebrar estereótipos: “Roupas não têm gênero”

Os garotos se solidarizam com as vítimas de assédio: “Só porque uma menina usa saia não significa que os homens têm o direito de falar mal dela na rua”.

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Um grupo de estudantes do sexo masculino em Quebec, Canadá, deu um grande exemplo de solidariedade e empatia ao decidir usar saias para combater o machismo e os códigos de vestimenta impostos a meninas e meninos. Com a atitude, eles quiseram mostrar que as roupas não têm gênero e que qualquer pessoa, seja qual for seu gênero ou orientação, pode se vestir como quiser e com a roupa que preferir.

“Porque quando um cara usa saia, as pessoas dizem ‘Oh, ele é extremamente gay!’ Roupa não tem gênero, mudem sua mentalidade (…) qualquer um pode se vestir como quiser”, escreveu Tom Ducret-Hillman, um desses jovens, em um post em sua conta no Instagram.

Tom Ducret-Hillman

“Com saia, na aula, com sistema danificado. O dress code é a coisa mais maluca que já vi e por isso temos que mudá-lo! É fazendo pequenas coisas como essa que seremos capazes de mudar essas regras estúpidas”, acrescentou Tom. “A você que não fez, o que você está esperando? Ei, as roupas não têm gênero, então mude sua mentalidade! E qual é o problema de ver um pouco de pele?”, ele continuou.

Tom Ducret-Hillman

Nesta publicação, ele também compartilhou as fotos dele e de seus companheiros de saias, mostrando que masculinidade não tem nada a ver com a maneira como você se veste.

Outro dos jovens envolvidos, Guillaume, publicou em sua conta do Instagram mais algumas fotos acompanhadas de uma mensagem de solidariedade às mulheres vítimas de assédio que jamais devem ser responsabilizadas por esses crimes por causa de suas roupas.

@guillaume.dery

“A sociedade trata as mulheres como se fossem responsáveis pelas ações dos outros, quando a realidade é muito diferente”, disse ele.

@guillaume.dery

“O fato de que uma menina usar saias curtas não significa que os homens têm o direito de falar mal na rua. A responsabilidade por esses atos tem que recair sobre quem praticou a ação e não sobre quem a sofreu ”, acrescentou.

Eles não vão desistir até que haja uma mudança real na mentalidade das autoridades e colegas.

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Redação CONTI outra. Com informações de upsocl

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