A ponte de Dublin amanhece cheia de casacos doados para aqueles que precisam

Horas se passaram e centenas de casacos se acumulavam na ponte, todas colaborando com a campanha "Warm For Winter"

Ana Carolina Conti Cenciani

Solidariedade é um valor indispensável que geralmente aprendemos desde nossa infância. Compreendemos que o bem nos faz pessoas melhores e que ter empatia com o próximo é o básico de uma relação saudável.

Um incrível exemplo de solidariedade foi o ocorrido em Dublin. Uma das principais pontes da cidade amanheceu cheia de casacos para pessoas sem-teto. “Para ajudar, deixe um casaco, por favor”, diziam os pôsteres que ficavam ao lado dos casacos.

A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma virtude que em Dublin não está perdida. Durante o inverno, que ataca fortemente a Irlanda, muitas pessoas sofrem com o frio, principalmente as pessoas sem-teto. E foi a partir disso que nasceu essa bela iniciativa.

Tudo aconteceu na véspera de Natal, na ponte Ha’ppeny, que atravessa o rio Liffey, na cidade de Dublin. Naquela manhã, a estrutura amanheceu com muitos casacos pendurados.

A ideia foi tão bem recebida que muitas outras pessoas fizeram o mesmo, tiraram do armário o que não usavam mais e levaram para a ponte, para que fossem utilizadas por quem realmente precisa.

Horas se passaram e centenas de casacos se acumulavam na ponte, todas colaborando com a campanha “Warm For Winter”. O lema chegou até a se espalhar por outras partes da cidade, não apenas na ponte.

Em controvérsia, apesar da boa intenção e do grande gesto de amor, o Conselho da Cidade decidiu retirá-los, gerando grande revolta dos cidadãos.

A ideia era que os mais necessitados passassem um lindo Natal, quente e sem o frio insuportável do inverno, mas as autoridades não entendiam dessa maneira. O argumento apresentado pelo Conselho da Cidade de Dublin era que a ação poderia interromper a “segurança” da ponte e reduzir o tráfego, causando grande congestionamento.

Desafiando qualquer autoridade, a organização responsável recolocou cerca de 40 casacos. Os cidadãos, também indignadas com a situação, alegaram que a ação do Conselho era “contra o espírito do Natal” e então organizaram e penduraram roupas em todos os cantos da cidade.

Foi assim que eles conseguiram finalmente ajudar aqueles que precisam, os moradores de rua puderam receber seus agasalhos e passar uma noite de Natal protegidos do frio. É sempre bom pensar que algo que pode ser descartado da sua vida talvez seja indispensável para outra. Ter empatia é vital para um bom desenvolvimento humano.

 

Com informações de UPSCL

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 19 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui notícias que são boas de se ler.