Sabe aquela produção curtinha que você coloca “só pra testar” e, quando percebe, já está apertando próximo episódio sem nem respirar?
É exatamente esse o efeito de Bebê Rena: uma minissérie de 7 episódios que virou conversa global e entrou para a lista de títulos mais vistos da Netflix graças a um número difícil de ignorar — 84,5 milhões de visualizações em 91 dias.
O mais curioso é que ela chegou sem estardalhaço. A estreia foi em 11 de abril de 2024, com divulgação bem discreta, e ainda assim a série cresceu no “boca a boca” digital até ganhar tamanho de fenômeno.
A história acompanha Donny Dunn (vivido pelo próprio criador, Richard Gadd), um comediante tentando se firmar enquanto trabalha em um bar. Num dia aparentemente comum, ele cruza com Martha (Jessica Gunning) — e o que começa com uma interação banal descamba para uma obsessão sufocante, com a vida dele indo ladeira abaixo em camadas, sem pressa de “aliviar” o desconforto.

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O roteiro escolhe um caminho pouco “mastigado”: em vez de seguir uma linha reta, ele reorganiza peças, volta no tempo, muda o tom, e te força a recalcular o que você achava que tinha entendido sobre o protagonista.
Tem um episódio em especial — aquele que muita gente cita como o ponto de virada emocional — que explica por que a série provoca tanta reação: ela expõe feridas e contradições sem procurar agradar.

Parte do impacto também vem do elenco segurando a tensão no olhar e no silêncio. Gadd se coloca numa posição nada confortável (inclusive para o público), e Jessica Gunning cria uma Martha que alterna carisma, estranheza e ameaça com uma naturalidade inquietante — o tipo de atuação que gruda na memória porque nunca parece “performática demais”.
Com essa repercussão, vieram também as polêmicas. Em setembro de 2024, uma juíza decidiu que a série não sustenta a promessa de ser “uma história real” como foi divulgada, e isso abriu espaço para a mulher apontada como inspiração de Martha seguir com uma ação contra a Netflix.
Mesmo com o ruído, Bebê Rena passou por premiações com força: levou seis Emmys (incluindo Melhor Série Limitada/Antologia), e também venceu no Globo de Ouro como melhor série limitada, além de prêmio de atuação para Gunning.
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