Essa senhora de 90 anos, chamada Freddie Oversteegen, foi uma mulher extremamente ativa na resistência holandesa na época de Segunda Grande Guerra Mundial, junto de sua irmã Truus e a famosa Hannie Schaft, que foi morta logo antes do fim da guerra.

Aos seus 14 anos, Freddie recebeu uma visita na casa de sua família, era um senhor que viera para perguntar a sua mãe se ela permitia que suas filhas se juntassem à resistência. O argumento do homem foi de que ninguém suspeitaria que duas adolescentes fossem combatentes.

Foto: REMI DEKKER.

E o senhor foi bem sucedido em sua hipótese, as irmãs Oversteegen flertavam com colaboradores nazistas e os levavam para a floresta, onde os homens eram recebidos com balas em vez de beijos.

A mundialmente famosa Hannie Schaft e foi a protagonista em um filme de 1981 chamado “A garota do cabelo vermelho”, em que ela conta, em flashbacks, como ela decide se juntar a Resistência Holandesa durante a Ocupação Nazista nos Países Baixos. Atualmente, cerca de 15 cidades do país têm ruas com o nome dela.

Já Truus Oversteegen, depois da guerra, fez seu nome sendo porta-voz dos serviços memoriais e como artista. Freddie, por sua vez, nunca ganhou tanto reconhecimento por sua participação na resistência. Sendo assim, o cineasta holandês Thijs Zeeman decidiu fazer dela e da irmã os temas de seu novo documentário para a TV, “Duas Irmãs na Resistência”.

Foto: Vice

Em entrevista para a Vice, Freddie contou alguns detalhes sobre como eram feitas as suas intervenções, em conjunto com a Resistência:

“Eu tinha que ficar de olho na minha irmã e manter um posto de guarda na floresta, para ver se ninguém mais estava vindo. Truus tinha encontrado o homem num bar caro, o seduzido e o levado para dar um passeio na floresta. Ela disse “Você gostaria de dar uma volta?” E claro que ele quis. Aí eles encontraram alguém — o que era para ser visto como uma coincidência, mas ele era um dos nossos — e o amigo disse para a Truus: “Menina, você sabe que não deveria estar aqui”. Aí eles se desculparam, deram a volta e foram embora. Aí vieram os tiros, então aquele homem nunca soube o que o acertou. Eles já tinham cavado a cova, mas não tivemos permissão para ver essa parte.”

Para ver a entrevista na íntegra, acesse a Vice 
Com informações de Catraca Livre

RECOMENDAMOS




LIVRO NOVO: FABÍOLA SIMÕES







As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos.