A conta da aceitação alheia é paga com o dinheiro da humilhação

Vejo muita gente falando de amor e pouca gente praticando. Falam de amor ao próximo, mas não se importam com a dor alheia. Falam de autoaceitação, mas detestam o próprio corpo. Falam de relacionamentos saudáveis, mas brigam pelos motivos mais fúteis. A verdade é que quando a teoria não está aliada à prática as coisas na vida não fluem.

Pamela Camocardi

Vejo muita gente falando de amor e pouca gente praticando. Falam de amor ao próximo, mas não se importam com a dor alheia. Falam de autoaceitação, mas detestam o próprio corpo. Falam de relacionamentos saudáveis, mas brigam pelos motivos mais fúteis. A verdade é que quando a teoria não está aliada à prática as coisas na vida não fluem.

Antes de falarmos de amor, precisamos falar de autoaceitação. Porque é aquela coisa: “quem não ama a si mesmo, não pode amar o próximo”. Frase tão verdadeira quanto óbvia. Como oferecer ao outro algo que você não tem? Não se empresta dinheiro se você não tem valor disponível. Não se oferece carona se você não tem carro. Não se oferta amor se você não se ama. Simples, não? Mas, infelizmente, muitas pessoas não enxergam assim. Depositam no outro a própria felicidade e acreditam que só serão felizes se os outros os aceitarem como são.

Sejamos realistas: ninguém precisa da aprovação de ninguém. Você não precisa que te digam que é linda, inteligente e engraçada. Não precisa que te digam que você é especial, único e atraente. Essas qualidades (e todas as outras) devem partir, primeiro, de dentro de você. Você tem que se sentir bem com seu corpo e com suas atitudes. O outro só irá confirmar aquilo que você sente e emite na relação.

Por esse motivo é tão importante desenvolver o autoconhecimento e a autoaceitação, visto que são eles os pré-requisitos básicos para a realização pessoal (e note que não me refiro apenas à vida amorosa, mas a toda esfera social que você está envolvido: familiar, profissional e afetiva).

A verdade é uma só: enquanto você não se amar e não conhecer os próprios limites você não será capaz de viver o amor em sua plenitude. Portanto, comece a olhar mais para dentro de si e veja o que te motiva a ser melhor. Busque suas verdades, suas respostas, suas crenças. Entenda que as respostas que você procura não estão nas mãos do outro, na aceitação alheia e no amor que te ofertam. Estão dentro de você e na forma como você se respeita.

Ressignifique sua vida. Ressignificar nada mais é do que dar um novo significado a um acontecimento, seja ele bom ou ruim. Ressignificar é revirar do avesso a alma e mudar tudo para melhor. É ser capaz de enxergar as próprias qualidades, o próprio valor e respeitar a própria história, indiferente das opiniões alheias e dos ventos contrários.

Não coloque no outro a sua paz, nem busque a aceitação alheia como prioridade para ser feliz. O seu valor vai muito além da opinião de quem julga te conhecer. Liberte-se!

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Imagem de Alexandr Ivanov por Pixabay

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Pamela Camocardi
A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.