A arte de desaprender

O analfabeto do século é aquele que não se propõe a desaprender para aprender algo novo.

Quando mais o tempo passa, mais você se vê diante das sinucas de bico da vida. Conforme amadurece e evolui, percebe que velhos hábitos, talvez até aprendidos em casa, não fazem mais sentido. Você entende que precisa mudar, e ninguém disse que será fácil.

As crenças limitantes rodeiam sua vida desde que você se entende por gente. Se está começando uma dieta nova, ouve dos colegas que “comer de 3 em 3 horas é saudável” e que “jejum faz mal à saúde”. Quando decide procurar um médico para te auxiliar, recebe a confirmação de que “colesterol alto pode te levar ao infarto” e que “a base da pirâmide alimentar são os grãos e carboidratos”.

Se você terminou sua faculdade, tem certo sucesso profissional mas não se sente realizado, cogita mudar tudo e começar um novo curso. Então sua família repele a idéia com “você já está velho para mudar de profissão” e seus amigos, na mesa de bar, dão risada quando você comenta que quer largar a advocacia para viajar o mundo como fotógrafo e nômade digital.

Talvez seja até mais simples. Em casa, você vê que sua mulher começou a pintar as unhas de vermelho e usar roupas mais justas quando vão jantar. Você a vê linda, mas sua mente traz a mensagem de seu pai que sempre dizia “mulher que usa vermelho é vulgar”.

Não existe mais certo ou errado no mundo, então procure o que é certo e faz sentido para você. “Você é o que faz todos os dias”, diz um médico inspirador chamado Dr Hussein Awada. Se você é sua rotina e você aspira por uma mudança, tenha certeza de que seu dia a dia irá sentir as consequências. No começo será estranho, diferente, desafiador. Provavelmente irá doer. Infelizmente irão te julgar. As pessoas que não conseguem fazer o que você faz irão te atacar. Continue. Os únicos limites que você encontrará no seu caminho são aqueles que você mesmo colocar. Você tropeçará centenas de vezes em conceitos que até então você julgava corretos, mas que agora que expandiu sua mente e aprendeu algo novo, já não fazem tanto sentido para ti. Continue. A vida é uma evolução, ou seja, uma mudança constante.

A psicologia explica bem: tirar, eliminar e desaprender uma crença instalada é bem mais difícil do que aprender algo novo. Desaprender demora bem mais do que aprender. Esquecer um julgamento enraizado é bem mais difícil do que ler um livro sobre um novo assunto. Mas é somente fora da sua zona de conforto que você chegará onde nunca chegou.

Em que parte da sua vida você não consegue prosperar? Amorosa? Financeira? Social? O seu insucesso é um sinal de que você precisa mudar para encontrar sua paz. Tenha em mente que as pessoas que não te apoiam podem não ser as melhores companhias, e que isso pode acontecer dentro da sua casa.

Você é a média das cinco pessoas com as quais convive.

Se você quer uma vida mais saudável e seus amigos vão todos os dias pro bar beber cerveja, você talvez deva procurar novas companhias. Não precisa encerrar essas amizades, mas vá em busca de pessoas que estão na mesma sintonia que você. Isso te ajudará a conquistar seus objetivos.

Se você pensa em abrir um negócio e ninguém te apoia, procure feiras e grupos de empreendedorismo. Faça cursos online e interaja com colegas que estão com a mesma energia que você para serem donos do próprio comércio. Você se incentivarão.

Se você quer ser uma pessoa diferente do que é hoje, procure a mudança dentro de si. Todas as respostas para as suas perguntas estão dentro do seu coração, sendo sussurradas de tempos em tempos pela sua intuição. Tenha coragem de seguir seus sonhos. Todos diziam que era impossível, até que você foi lá e fez.

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Esse texto é inspirado em uma live do instagram do Dr Hussein Awada (@drhusseinawada). De segunda à quinta, ao meio dia e meio, ele promove “20 minutos de saúde” em sua página, ajudando pessoas a quebrarem suas crenças e procurarem uma vida com mais saúde. Inspirador.

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


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Ana Carolina Faria Bortolo
Turismóloga e Administradora de Novos Negócios por formação. Escritora, pintora e dançarina por vocação. Planejadora de eventos, bartender, agente de viagens e vendedora por profissão. Garçonete de navio por opção. Vi o mundo e voltei, e de todos os rótulos que carrego na bagagem, só um me define bem: sou uma ótima contadora de histórias.