Você pode olhar várias vezes para esta cena de piquenique sem notar o que está escondido

Dois homens descansam sob as árvores durante um piquenique. Um deles segura um pedaço de comida, uma garrafa aparece entre os dois e, ao fundo, galhos secos completam a paisagem. À primeira vista, a ilustração parece não esconder nada fora do comum.

Só que há um porco camuflado em algum ponto da cena.

O desafio está justamente na maneira como o animal foi incorporado ao desenho. Ele não aparece como uma figura independente, facilmente separada do restante da imagem. Seus contornos se confundem com linhas e formas que parecem pertencer normalmente ao cenário.

Por isso, procurar apenas entre os dois homens ou junto aos objetos do piquenique pode não ser a melhor estratégia. A ilustração foi construída para induzir o observador a reconhecer primeiro aquilo que já espera encontrar: pessoas, árvores, comida e elementos da paisagem.

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Vale a pena olhar para os galhos com atenção

Quem ainda não encontrou o porco pode começar examinando as partes menos óbvias da imagem. Os troncos, as curvas dos galhos e até os espaços formados entre diferentes linhas merecem atenção.

Outro recurso útil é se afastar um pouco da tela. Quando observamos o desenho muito de perto, pequenos traços acabam recebendo atenção individual. A uma distância maior, essas mesmas linhas podem começar a formar uma silhueta reconhecível.

Também vale girar mentalmente a figura ou inclinar a cabeça. Alguns quebra-cabeças visuais desse tipo escondem a resposta em uma orientação diferente daquela usada pelo restante da cena.

O truque explora um princípio simples da percepção visual: tendemos a organizar rapidamente linhas, sombras e espaços em formas familiares. Quando determinado contorno está misturado a outros elementos, porém, ele pode passar despercebido mesmo depois de várias tentativas.

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O espaço entre as formas também conta

Um erro comum é procurar somente por um desenho completo de um porco. Nesse tipo de passatempo, partes aparentemente vazias da ilustração podem contribuir para formar o animal.

É o chamado espaço negativo, expressão usada nas artes visuais para descrever as áreas existentes entre ou ao redor das figuras principais. Dependendo da composição, esses espaços acabam criando novas formas que não chamam atenção no primeiro olhar.

Na imagem do piquenique, portanto, observar somente os objetos mais evidentes pode dificultar a tarefa. As curvas dos troncos, os intervalos entre os galhos e os limites entre áreas claras e escuras também fazem parte do desafio.

Depois que a figura escondida é percebida, acontece um efeito bastante curioso: torna-se difícil voltar a olhar para aquele trecho sem enxergar o animal. O mesmo conjunto de linhas que antes parecia parte comum da paisagem passa a ter outro significado.

Antes de procurar a resposta pronta, vale fazer uma última tentativa: ignore por alguns segundos os dois homens e concentre-se nas árvores e nas formas criadas ao redor delas. É justamente nas regiões que parecem menos importantes que esse tipo de quebra-cabeça costuma conseguir enganar nossos olhos.

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Gabriel Pietro
Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.