Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham ‘coisas melhores para fazer’ do que alimentá-lo

Quando LeAnne e Eric Stadler receberam uma ligação dos serviços de proteção à infância, em fevereiro de 2017, já tinham experiência como família acolhedora. Ainda assim, o caso apresentado naquela noite era diferente dos anteriores: um bebê de apenas dois meses estava internado com um quadro grave de baixo ganho de peso e precisava de um lar temporário.

O menino, que mais tarde passaria a se chamar Easton Matthew Stadler, chegaria à casa do casal em condições que exigiam cuidados constantes. Segundo o relato posteriormente publicado pela própria família, ele estava extremamente abaixo do peso, tinha pouca força muscular e mal conseguia se alimentar.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

LeAnne e Eric já tinham quatro filhos quando decidiram entrar no sistema de acolhimento. A decisão havia sido amadurecida durante cerca de dois anos e também tinha relação com a experiência de LeAnne, cujos pais haviam acolhido crianças quando ela era mais nova.

Em 2014, o casal recebeu autorização para atuar como família acolhedora. Nos anos seguintes, recebeu diferentes crianças em casa.

Um bebê de dois meses em estado preocupante

A princípio, Easton havia sido diagnosticado com um quadro de baixo desenvolvimento sem causa orgânica aparente. Isso significava, segundo o relato da família, que os médicos não encontravam uma condição médica que explicasse por que ele não ganhava peso adequadamente.

Durante uma internação anterior, o bebê ganhou peso, indicando que conseguia se desenvolver quando recebia alimentação suficiente. Depois de retornar para casa, porém, uma enfermeira responsável pelo acompanhamento percebeu sinais de negligência e acionou as autoridades. Outra profissional que acompanhava o caso também entrou em contato com os serviços de proteção à infância.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

De acordo com LeAnne, uma investigadora retirou Easton imediatamente daquele ambiente. Foi então que o casal Stadler recebeu a ligação perguntando se poderia acolhê-lo.

Quando chegaram ao hospital, LeAnne descreveu o bebê como muito pequeno, imóvel e frágil, com pouca gordura corporal e as veias aparentes sob a pele. O médico teria alertado que alimentação e acompanhamento rigorosos seriam fundamentais para sua sobrevivência nos dias seguintes.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Já em casa, o casal passou a alimentar o menino em pequenas quantidades a cada duas horas, inclusive durante a madrugada. Ele precisava ser acordado para comer e, no início, demonstrava pouca energia até mesmo para terminar as mamadas.

Com o passar dos dias, Easton começou a ganhar peso. Apesar disso, outros sinais preocupavam a família. Ele apresentava pouco tônus muscular, dificuldade para controlar a cabeça e praticamente não chorava nem emitia sons.

Essas alterações levaram profissionais que o acompanhavam a investigar uma possível lesão cerebral.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Exames revelaram traumatismo craniano

Cerca de um mês depois de chegar à família Stadler, Easton passou por exames de imagem. Segundo LeAnne, a ressonância magnética revelou sangramentos no cérebro e atrás dos olhos, com achados considerados compatíveis pelos médicos com traumatismo craniano não acidental.

A expressão popular “síndrome do bebê sacudido” ainda é bastante conhecida, mas a Academia Americana de Pediatria recomenda atualmente o termo mais amplo “traumatismo craniano abusivo”, porque esse tipo de lesão pode envolver sacudidas violentas, impactos ou uma combinação dos dois mecanismos.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

A avaliação médica de Easton também incluiu exames para verificar possíveis fraturas, que, segundo o relato da família, não foram encontradas.

A investigação policial avançou paralelamente ao tratamento. LeAnne afirmou que o pai biológico acabou confessando ter sacudido o bebê enquanto ele chorava de fome e, em seguida, tê-lo lançado sobre um sofá, de onde a criança teria caído no chão.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Ainda de acordo com o relato publicado pela família, o bebê apresentou uma convulsão após a agressão, mas não recebeu atendimento de emergência naquele momento.

A família também relatou que o homem foi posteriormente condenado a quatro anos de prisão. Não foram localizados, durante a pesquisa para esta matéria, documentos judiciais independentes que permitissem detalhar o processo, portanto essas circunstâncias são apresentadas com base no depoimento público dos Stadler.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Leia tambémEssas bolhas escuras na pizza chamam atenção, mas não significam o que muita gente pensa

Leia tambémQual desses seis sapatos você escolheria primeiro? A resposta pode ter mais significado do que parece

Meses de tratamento e acompanhamento

Easton começou diferentes tipos de terapia ainda bebê. Ele recebeu acompanhamento de fisioterapia, terapia ocupacional e tratamento voltado às dificuldades de alimentação.

Seu desenvolvimento motor ocorreu de forma mais lenta. Segundo a família, ele ainda não conseguia sentar sozinho quando completou um ano e começou a andar por volta dos dois anos e meio, utilizando órteses especiais.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Aos dois anos, recebeu diagnóstico de paralisia cerebral hipotônica. Também apresentava disfagia, que interfere na capacidade de mastigar e engolir, e dispraxia, condição capaz de afetar a coordenação necessária para a fala e outros movimentos.

Lesões decorrentes de traumatismo craniano abusivo podem deixar sequelas neurológicas permanentes. Entre as consequências documentadas pela literatura médica estão paralisia cerebral, convulsões, alterações visuais e prejuízos ao desenvolvimento.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Mesmo convivendo com limitações, Easton apresentou progressos que surpreenderam profissionais que acompanhavam sua recuperação, segundo LeAnne. Ao longo dos primeiros anos, ele também precisou de novas internações e acompanhamento frequente.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

A adoção veio pouco antes de seu terceiro aniversário

Enquanto Easton permanecia sob os cuidados de LeAnne e Eric, o caso seguia sendo acompanhado pelos serviços sociais e pela Justiça. Depois que a guarda permanente foi concedida ao poder público local, o casal pôde iniciar a etapa definitiva da adoção.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Pouco antes do Dia de Ação de Graças e do terceiro aniversário do menino, o processo foi concluído. Ele passou oficialmente a se chamar Easton Matthew Stadler e tornou-se o quinto filho do casal.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Anos depois, LeAnne continuou falando publicamente sobre a experiência da família com acolhimento. Em uma entrevista publicada em 2024, ela contou que ela e Eric já haviam acolhido mais de 40 crianças e adotado duas delas. Naquela ocasião, o casal tinha seis filhos.

contioutra.com - Casal cristão acolhe e adota bebê sobrevivente de pais que tinham 'coisas melhores para fazer' do que alimentá-lo

Leia tambémVocê pode resolver todas as contas certas e ainda errar este enigma por um único detalhe

Compartilhe o post com seus amigos! 😉







Gabriel Pietro
Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.