Ela foi garçonete, pedreira e até maquiadora funerária – hoje é considerada uma das maiores artistas vivas!

Antes de virar sinônimo de talento raro em Hollywood, ela teve uma vida que passava bem longe dos tapetes vermelhos. O curioso é que sua história não começa com teste de elenco, empresário poderoso ou sobrenome famoso abrindo portas.

Começa com trabalho duro, conta para pagar e funções que muita gente jamais associaria a uma futura vencedora do Oscar.

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Nascida Caryn Elaine Johnson, em Nova York, ela cresceu no conjunto habitacional Chelsea-Elliot Houses, em Manhattan. Mais tarde, mudou-se para a Califórnia e, antes de conseguir viver de arte, encarou uma sequência de empregos comuns — e alguns bem incomuns.

Entre eles, trabalhou como garçonete, caixa de banco, pedreira e maquiadora funerária, função em que preparava pessoas mortas para velórios.

Esse último trabalho, inclusive, virou uma das passagens mais lembradas de sua trajetória.

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Whoopi Goldberg era cosmetóloga licenciada e chegou a trabalhar em funerária antes de estourar como atriz e comediante. A própria artista já tratou esse período com o humor ácido que se tornaria uma de suas marcas, sem transformar a fase difícil em pose de sofrimento.

A virada começou no teatro. Nos anos 1980, Whoopi chamou atenção com apresentações solo em que interpretava diferentes personagens, misturando crítica social, comédia e observação do cotidiano.

O diretor Mike Nichols viu seu trabalho, ficou impressionado e ajudou a levar seu espetáculo para a Broadway. A partir dali, Hollywood começou a olhar para aquela artista que parecia caber em muitos papéis ao mesmo tempo — e em nenhum molde pronto.

O grande salto veio com “A Cor Púrpura”, filme de Steven Spielberg lançado em 1985. No papel de Celie, Whoopi entregou uma atuação forte, contida e dolorosa na medida certa, que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Poucos anos depois, ela conquistaria a estatueta por “Ghost: Do Outro Lado da Vida”, interpretando a inesquecível Oda Mae Brown.

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O mais impressionante é que Whoopi não ficou presa a um único tipo de personagem. Ela transitou por drama, comédia, televisão, dublagem, teatro e apresentação.

Foi estrela de “Mudança de Hábito”, marcou presença em “Star Trek: The Next Generation”, virou uma das vozes mais conhecidas da TV americana em “The View” e ainda construiu uma carreira respeitada nos palcos e na produção.

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Esse conjunto explica por que ela é tratada como uma das maiores artistas vivas. Whoopi faz parte do seleto grupo de vencedores do EGOT, sigla usada para artistas que ganharam Emmy, Grammy, Oscar e Tony — quatro dos prêmios mais importantes do entretenimento americano. Ela também é reconhecida como a primeira mulher negra a alcançar esse feito.

A história ganha ainda mais força porque não vende uma fantasia simples de “superação”. Whoopi trabalhou em empregos duros, improvisou caminhos, criou uma linguagem própria e foi avançando sem apagar de onde veio.

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A garçonete, a pedreira e a maquiadora funerária não ficaram para trás como capítulos vergonhosos: fazem parte da artista que aprendeu cedo a observar gente, ouvir histórias e transformar tudo isso em presença de cena.

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Gabriel Pietro
Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.