Ele foi um dos maiores galãs dos anos 70, enfrentou 4 cirurgias de coração aberto e hoje vive longe de Hollywood aos 69 anos

Durante muito tempo, Robby Benson foi aquele tipo de nome que aparecia ligado ao rosto de “bom moço” galã de Hollywood.

Nos anos 1970, ele virou febre entre o público jovem, colecionou papéis de destaque e ganhou espaço como um dos atores mais comentados da época.

O que quase ninguém via era o outro lado dessa história: desde cedo, ele convivia com um problema cardíaco sério que mudaria sua vida várias vezes.

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Nascido em 1956, Benson entrou cedo no meio artístico e não demorou a mostrar que queria ir além de decorar falas e posar para fotos promocionais. Ainda adolescente, já escrevia para o cinema, e isso dizia muito sobre o tipo de carreira que ele pretendia construir.

Quando apareceu em One on One, filme que ajudou a escrever e também estrelou, ficou claro que havia ali um ator com ambição de permanecer relevante para além do rótulo de galã.

Na sequência, Ice Castles ajudou a consolidar sua imagem romântica diante do público. Benson tinha o perfil que os estúdios gostavam de vender: aparência marcante, sensibilidade em cena e uma presença que funcionava muito bem em produções voltadas para grandes plateias. Só que, enquanto muita gente enxergava uma ascensão tranquila, a realidade era bem mais delicada nos bastidores.

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Ainda jovem, ele descobriu que tinha uma alteração congênita na válvula do coração. O diagnóstico exigiu atenção constante e, com o passar dos anos, levou o ator a enfrentar quatro cirurgias de coração aberto.

A primeira aconteceu em 1984, e as outras vieram depois, em diferentes fases da vida. Não se tratava de um susto isolado, mas de uma condição que passou a acompanhar suas decisões profissionais, sua rotina e até a forma como encarava o próprio futuro.

Essas experiências tiveram peso direto na maneira como Benson reorganizou a carreira. Em vez de insistir em um ritmo que poderia cobrar caro de sua saúde, ele começou a mudar de direção.

Aos poucos, foi saindo da linha de frente das filmagens e encontrou outros espaços para continuar criando. Um dos trabalhos mais lembrados dessa fase é a voz da Fera na animação A Bela e a Fera, da Disney, papel que apresentou seu talento a uma nova geração sem exigir dele a mesma carga física de um set tradicional.

O ator também se aproximou mais da escrita, da direção e do ensino. Com o tempo, passou a dar aulas em universidades e a dividir com estudantes a bagagem acumulada em décadas de indústria.

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Esse movimento mostrou um lado menos conhecido de sua trajetória: o de alguém interessado em formação, bastidores e linguagem audiovisual, e não só em permanecer diante das câmeras.

Ele ainda dirigiu episódios de séries conhecidas, como Friends e Ellen, ampliando um currículo que muita gente resume de forma simplista.

A vivência com a doença também virou livro. Em I’m Not Dead… Yet, Benson fala com franqueza sobre o impacto das cirurgias, o medo, a recuperação e a necessidade de adaptar hábitos.

Ao abordar essa fase, ele também destaca a importância de manter o corpo em movimento dentro dos próprios limites, com atividades como corrida e natação, como parte de um cuidado contínuo com a saúde física e mental.

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No início dos anos 2000, veio outra mudança importante. Em 2002, ele e a família deixaram Los Angeles para viver em uma fazenda na Carolina do Norte. A troca do centro da indústria por uma rotina mais discreta marcou um corte claro com o estilo de vida associado ao auge de sua fama.

Longe da correria, Benson voltou a investir na escrita e publicou Who Stole the Funny?, obra em que revisita, com humor, experiências ligadas ao ambiente da televisão.

Na vida pessoal, ele mantém há mais de quatro décadas uma relação com a atriz e cantora Karla DeVito, com quem construiu uma família longe do barulho típico das celebridades.

Os dois tiveram dois filhos, Lyric e Zephyr, e Benson costuma ser lembrado justamente por essa combinação pouco comum em Hollywood: carreira longa, casamento duradouro e uma escolha cada vez mais firme por discrição.

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Hoje, aos 69 anos, Robby Benson vive de forma mais reservada, distante da exposição que marcou sua juventude. Ainda assim, segue despertando curiosidade entre fãs que o acompanharam desde os tempos de galã adolescente e entre quem descobriu sua voz em clássicos da animação.

No fim das contas, a história dele chama atenção menos pelo glamour dos anos 70 e mais pela maneira como atravessou crises de saúde, mudou de rota e continuou trabalhando sem transformar a própria vida em espetáculo.

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Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.