Dennis Carvalho morreu na manhã deste sábado, 28 de fevereiro, no Rio de Janeiro, aos 78 anos. Ator e diretor, ele foi responsável por algumas das produções mais lembradas da teledramaturgia brasileira, tanto na frente quanto atrás das câmeras.
A informação foi confirmada pelo Hospital Copa Star, em Copacabana, onde ele estava internado. A unidade informou que a causa da morte não foi divulgada e que não tem autorização da família para dar detalhes sobre o caso.

Nos últimos anos, Dennis enfrentou problemas de saúde e chegou a ser internado em dezembro de 2022 com septicemia (um quadro de infecção generalizada), recebendo alta depois de apresentar melhora.
A história dele com a TV começou ainda nos anos 1960, com passagens pela TV Paulista e pela TV Tupi, até chegar à TV Globo em 1975.
Na emissora, viveu o período em que “Roque Santeiro” acabou barrada pela censura na sua primeira tentativa de exibição.
Em “Locomotivas” (1977), além de atuar como o personagem Netinho, ele deu os primeiros passos na direção, assumindo cenas na reta final da novela.
Já em “Malu Mulher” (1979), interpretou Pedro Henrique e seguiu se aproximando do trabalho de direção, observando de perto a rotina técnica dos estúdios.

Como diretor, Dennis assinou (e comandou equipes em) títulos que viraram referência, incluindo parcerias com Gilberto Braga em “Vale Tudo” (1989), “Anos Rebeldes” (1992) e “Celebridade” (2003). Mais recentemente, esteve em projetos como “Babilônia” (2015) e “Segundo Sol” (2018).
Nos bastidores, também ficou marcado pelo jeito direto de conduzir gravações e por bordões que viraram comentário interno de estúdio.
Além disso, profissionais da dramaturgia costumam apontar Dennis como um dos nomes que ajudaram a “treinar” novas gerações de diretores dentro da TV.
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Fonte: g1

