Árvores com troncos brancos estão por toda parte – e quase ninguém sabe o real motivo

Se você começou a reparar em troncos “pintados” de branco em ruas e praças, não é moda de paisagismo nem capricho de prefeitura.

Em muitas cidades, essa camada clara entra como uma medida simples de proteção — principalmente em árvores novas, recém-plantadas ou que ainda estão se adaptando ao canteiro urbano, onde o calor do asfalto e o vento batem mais forte.

O motivo mais comum é reduzir o estresse causado pelo sol direto no tronco. A casca pode superaquecer durante o dia e, depois, esfriar rápido no fim da tarde e à noite.

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Essa variação ajuda a criar microfissuras e rachaduras, abrindo caminho para fungos, bactérias e pragas que aproveitam qualquer “porta” aberta.

O branco funciona como um escudo térmico: reflete parte da luz e diminui o aquecimento da superfície, segurando melhor a umidade da casca.

Em locais com dias muito quentes e noites frias (ou em épocas do ano com mudanças bruscas de temperatura), a pintura também é usada para evitar o chamado “dano por sol” no tronco — quando a parte exposta sofre mais do que a que fica sombreada.

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Em árvores jovens, isso pesa ainda mais porque a casca é mais fina e sensível. Resultado: a planta fica mais vulnerável e pode crescer com o tronco marcado, o que dificulta o desenvolvimento saudável.

Outra vantagem é que o branco vira uma barreira extra contra pequenos animais e insetos que atacam o tronco perto do solo, como roedores e algumas larvas perfuradoras (dependendo da região).

Em alguns manejos, a tinta é combinada com produtos específicos de proteção, mas isso precisa ser feito com orientação técnica: misturar qualquer coisa “na sorte” pode irritar a casca e piorar o problema que se queria evitar.

E não é qualquer tinta que serve. O mais usado é produto à base de água (tipo látex), aplicado de forma que a casca não fique “selada” como se fosse verniz.

Tintas à base de óleo tendem a criar uma película pesada e podem atrapalhar a troca de gases na superfície do tronco.

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Também vale ficar atento a tintas com muitos aditivos (fungicidas, solventes fortes e afins), porque o que é ótimo para parede pode ser ruim para planta.

Na prática, a aplicação costuma ser feita com pincel para garantir cobertura uniforme e controle da altura (geralmente do chão até uma faixa do tronco).

Em vários casos, a tinta vai diluída em água para ficar mais leve e evitar excesso; e, como é uma proteção “de manutenção”, costuma ser refeita periodicamente — especialmente depois de muita chuva ou quando a camada começa a desgastar.

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Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.