Uma sequência de áudios gravados durante testes com uma orca chamada Wikie virou assunto porque soa “errado” de um jeito difícil de ignorar: ela conseguiu copiar sons parecidos com palavras humanas, incluindo “olá”.
E não foi aquele barulho distante que a gente força a interpretação — em algumas tentativas, a semelhança ficou nítida o suficiente para deixar ouvintes divididos entre risada nervosa e puro arrepio. Teve quem resumisse a sensação com humor sombrio, dizendo que o “olá” parecia “demoníaco”.
O que chama atenção, segundo os pesquisadores, é que a orca fez isso mesmo tendo um sistema vocal totalmente diferente do nosso.

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Em humanos, a fala depende de estruturas e movimentos específicos na garganta e na boca; já orcas produzem som de outro jeito e modulam a emissão de forma distinta.
Ainda assim, Wikie acertou a “forma” do som em um nível reconhecível — algo que, para cientistas que estudam comunicação animal, é um baita sinal de flexibilidade vocal.
Nos testes seguintes, ela chegou a repetir “olá” com mais de 50% de precisão, mas isso não significa que ela saiba o que está dizendo. A leitura do estudo é bem direta: a orca estaria copiando o som, não o significado.

Mesmo assim, o resultado entra como evidência científica de imitação vocal em orcas — uma pista importante para entender por que grupos selvagens têm “jeitos” diferentes de vocalizar, com padrões que lembram dialetos.
E tem um efeito colateral interessante (e um pouco inquietante): se uma orca consegue aprender sons novos com essa facilidade, isso reforça o quanto elas são capazes de adaptar a comunicação ao ambiente e ao convívio.

Os próprios autores apontam que ainda falta observar mais orcas em vida livre para explicar como esse aprendizado funciona fora de condições controladas — e até onde essa habilidade vai quando o assunto não é copiar um som isolado, mas usar repertórios completos no dia a dia.
Veja o vídeo abaixo:
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