Nevasca no meio do nada tem um efeito curioso no cinema: ela “apaga” as saídas mais óbvias. A estrada some, o sinal do celular cai, o posto mais próximo vira lenda — e qualquer porta aberta pode ser, ao mesmo tempo, socorro e armadilha.
É nessa linha que “O Frio da Morte” constrói sua tensão: em vez de correr atrás de grandes mistérios, o filme aperta o cerco com decisões pequenas, imediatas e perigosas.

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O longa (título original “Dead of Winter”) acompanha Barb, uma viúva interpretada por Emma Thompson, que viaja ao norte de Minnesota para cumprir um gesto de despedida ligado ao marido — e acaba desviando para estradas secundárias quando a nevasca engole o caminho. Ao procurar ajuda, ela chega a uma cabana isolada.
O problema: o lugar que parecia um abrigo revela uma realidade muito mais grave, com uma jovem mantida em cativeiro por um casal armado. Sem contato com o mundo exterior, Barb percebe que, goste ou não, é a única chance da vítima.]

A direção é de Brian Kirk, o mesmo nome por trás de Crime sem Saída e episódios de Luther — um currículo que ajuda a entender por que “O Frio da Morte” prefere suspense “colado” nos personagens, com espaços fechados, paranoia crescente e aquela sensação de que qualquer barulho do lado de fora já é aviso.
No elenco, além de Thompson, estão Judy Greer e Marc Menchaca como o casal que mantém a garota presa, e Laurel Marsden como a jovem em perigo. Gaia Wise também aparece no time principal.
O filme também chega com “carimbo” de festival: teve estreia mundial no Locarno Film Festival em agosto de 2025, antes do circuito comercial em outros países.
Estreia no Brasil: 19 de fevereiro de 2026, com distribuição da Paris Filmes.
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