O incidente real que colocou uma mãe diante do pior medo possível e virou série nº 1 do streaming e 98% de aprovação do público

Algumas das melhores histórias de suspense começam com um erro bobo — daqueles que poderiam acontecer num dia comum, entre recados e compromissos de família.

É exatamente desse tipo de susto cotidiano que nasceu “All Her Fault”, minissérie que virou assunto nas últimas semanas e colocou Sarah Snook no centro das atenções.

Produção original do Peacock, o título ganhou ainda mais holofotes depois que Snook levou o Critics Choice Awards de Melhor Atriz em Minissérie, entregue no domingo, 4. Para quem está no Brasil, a série aparece no Prime Video, incluída para assinantes.

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A premissa é direta e funciona justamente por parecer possível. Marissa Irvine (Snook) combina um encontro de brincadeiras para o filho, Milo, chega ao endereço e toca a campainha esperando uma rotina normal.

Só que quem atende é uma mulher que não tem ideia de quem seja a criança — e afirma que Milo nunca esteve ali. Em poucos segundos, o que era um “pego às 17h” vira uma emergência.

Daí em diante, a narrativa deixa claro que o sumiço não parece obra do acaso. Conforme a polícia entra na história e os vizinhos começam a falar, surgem contradições e pequenas omissões em praticamente todo mundo ao redor de Marissa.

A série trabalha essa tensão de forma psicológica: a cada novo detalhe, a sensação é que alguém está segurando informação demais.

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O elenco ajuda a manter esse clima de desconfiança no nível máximo. Dakota Fanning interpreta Jenny Kaminski, outra mãe que cruza o caminho de Marissa num momento em que qualquer “apoio” pode ser suspeito.

Sophia Lillis aparece como Carrie Finch, a babá jovem que rapidamente vira alvo de acusações. Já Jake Lacy vive Peter, o marido de Marissa, e a postura dele durante a crise vira mais um ponto de atrito enquanto as buscas avançam.

Jay Ellis e Abby Elliott completam o grupo de personagens que orbitam o caso, formando uma rede social pequena o suficiente para todo mundo se conhecer — e complicada o bastante para ninguém confiar em ninguém.

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