9 sinais de que você trabalha em uma empresa tóxica

Ao longo de sua jornada profissional, você já trabalhou em um ambiente onde parecia que nunca se encaixava?. Você chegava de manhã animado, batia o ponto cheio de ideias e, ao longo do dia, sofria frustração atrás de frustração.

Ana Carolina Faria Bortolo

Ao longo de sua jornada profissional, você já trabalhou em um ambiente onde parecia que nunca se encaixava?. Você chegava de manhã animado, batia o ponto cheio de ideias e, ao longo do dia, sofria frustração atrás de frustração. Quando o relógio finalmente batia 18 horas, dava graças a Deus que o dia tinha acabado e ia pra casa cansado, desmotivado e sem energia.

Fica tranquilo, todo mundo já passou – ou ainda passa, ou vai passar – por isso. E é provável que o problema não esteja em você, mas sim na organização. Veja 9 detalhes que indicam que sua empresa não é um ambiente saudável.

1. O simples “bom dia”

Quando você chega, você cumprimenta as pessoas gentilmente por onde passa. Essas pessoas retribuem com um sorriso ou com um simples “bom dia”? Se não, provavelmente elas já começam o turno cheias de problemas e mal se lembram das pequenas gentilezas. Irritadas desde os primeiros minutos, não prestam atenção quando os colegas passam.

2. Os projetos nunca saem do papel

Idéias todo mundo tem, mas parece que na sua empresa elas nunca são executadas. Vocês pensam, planejam, criam cronogramas para cada etapa mas, quando saem da sala e alguns poucos dias passam, aquilo que foi conversado sai da lista de prioridades e todo mundo vai deixando pra depois. Um depois que nunca virá.

3. Reuniões improdutivas e intermináveis

A palavra “reunião” treme a espinha de qualquer um, mas na sua empresa ela te dá úlcera. São horas infinitas de discussões desconexas, ofensas nível hard dos colegas de equipe sendo jogadas na mesa, nenhum respeito pelo próximo, zero decisões a tomar. Falam de problemas, apontam dedos na cara e o foco está sempre em encontrar o culpado e não a solução. O dia termina, você vai pra casa e não tem nem vontade de jantar com a família, de tão estressado que está. O pior: você nem sabe direito o porquê, só quer ir pra cama, abrir o Netflix e dormir.

4. Mais fofoca que salão de cabeleireiro

Essa é clássica. Você vai no banheiro e encontra a tia da limpeza. Ela te pára pra comunicar que fulano não veio porque brigou com a mulher. Você tenta driblar a situação, sorri e vai saindo pela tangente quando ela te olha diferente e pergunta “Mas e você, está gripado?” Impressionado com a sensibilidade, você concorda e se despede. Quando chega no refeitório no almoço, todo mundo te pergunta se você melhorou, se quer um chá com limão, se não é melhor ir pra casa descansar. Você nem lembrava mais da gripe mas, quando pensa em responder, vê que na mesa do fundo o porteiro já lançou outra novidade: ciclana engravidou de novo.

5. A comida

Já que estamos no refeitório, repare na comida que é servida aos funcionários. Não precisa ter variedade, nem ter o melhor corte de carne, mas precisa ter carinho, atenção e cuidado. Alguém na sua empresa já passou mal por causa da comida? Teve intoxicação? Muito cuidado com o julgamento aqui: a culpa não é exclusivamente da cozinha. Uma corporação com clima organizacional ruim não coloca amor no que faz, só liga o automático e vai na banguela. Detalhes como checar se o salpicão azedou na geladeira são uma consequência de um time que está sendo coordenado nas coxas.

6. O “superpoder” da chefia

Suspira fundo, fecha os olhos e pensa em como são os líderes e gestores da sua empresa. Eles são exemplo de como agir ou saem por aí aos gritos dando ordens? Você se espelha neles ou você foge deles? Quando recebe uma ordem do seu superior, a mensagem chega clara até você? E quando você erra, como as pessoas te tratam? Elas te ajudam ou te criticam e vão embora batendo a porta? Lembre-se sempre que líderes inspiram, chefes cobram. E nenhum deles tem o direito de te diminuir.

7. A microgestão

Ainda cutucando um pouco mais o assunto da gestão. Como sua empresa é gerenciada? Você recebe suas tarefas e as conclui com tranquilidade (mesmo que com um timing curto) ou sempre tem alguém dando pitaco durante sua produção? Esses comentários são evolutivos ou depreciativos? Você se sente motivado e aprendendo cada dia uma coisa nova ou tem a sensação de que está sendo boicotado e que sua criatividade e background não servem para absolutamente nada nesse ambiente?

A microgestão é um clássico assassino de talentos. São pessoas que querem ter total poder sobre sua gaiola e fazem isso impedindo seus passarinhos de voar. Curioso é que, se você quer crescer, é preciso que todos os seus funcionários também queiram e se esforcem para isso. Então, é crucial que você os guie e os deixe em paz para produzir, confiando em seu expertise e profissionalismo. O sucesso do empreendedorismo inclui saber trabalhar em equipe.

8. O relacionamento com os clientes

A forma como uma organização se relaciona com o seu bem mais precioso – os clientes – fala muito sobre ela, seus valores e crenças. O consumidor final sempre importa, afinal é para ele que a firma abre as portas todos os dias para trabalhar. Mas, será que esse relacionamento é saudável? Uma dica simples: veja as redes sociais de onde você trabalha. Elas estão atualizadas? Os comentários em geral são elogios ou reclamações? Em ambos os casos, a empresa responde e interage com os clientes ou simplesmente ignora e segue o jogo? Aqui está a chave sobre o caráter do lugar que te contratou: se eles não respeitam o cliente, não espere que se respeitem internamente. E nesse “internamente” eu incluo você.

9. Você sente vergonha

Você já viu alguém sendo punido no seu ambiente de trabalho? O motivo era justo ou deixou todo mundo de boca aberta assistindo ao show de horror? Se os funcionários são desligados injustamente, sem motivo aparente, se são acusados de atos que eles não cometeram, se são maltratados com palavras ou ações, sinal de que a empresa cortou a ética do dicionário.

Se não há envolvimento social, se eles não se importam se estão poluindo o mundo, se não fazem reciclagem de lixo, se não ajudam nenhuma entidade beneficente porque querem todo o lucro apenas para si, o buraco é mais embaixo: eles deletaram a empatia também.

E se a organização não respeita os animais, se trata diferente os homens e as mulheres, se acha que requisito pra ser bom profissional é ter diploma em cidade grande ao invés de competência comprovada e portfólio impecável, meu amigo, sai correndo: esse lugar está recheado de preconceitos.

Tem textos que são suaves, mas tem outros que são um verdadeiro tapa na cara. Se você se identificou com alguns dos sinais descritos, sinto dizer que sua empresa não vai mudar – pelo menos não tão cedo. O que importa é o que você vai fazer com a sua vida. O trabalho ocupa um pedação do nosso tempo. Se você não está feliz, não se sente produtivo e sabe que onde trabalha não te valorizam nem te permitem crescer, é hora de atualizar seu currículo e procurar um novo caminho.

Mudar dá medo, eu sei, mas já imaginou continuar o resto dos seus dias infeliz trabalhando 40 horas por semana para realizar sonhos que não te representam? O ano se encerra em breve e renova as esperanças de um futuro mais promissor, desde que você mesmo abra as novas portas. Nada cai do céu, então não espere que as boas oportunidades e as vagas em ambientes éticos batam na sua porta. Escolha você a direção que quer seguir, aponta e vai. E, se você não sabe pra onde ir, encerro esses pensamentos com uma frase do eterno Steve Jobs: “Para se ter sucesso, é preciso amar de verdade o que se faz”.

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Ana Carolina Faria Bortolo
Turismóloga e Administradora de Novos Negócios por formação. Escritora, pintora e dançarina por vocação. Planejadora de eventos, bartender, agente de viagens e vendedora por profissão. Garçonete de navio por opção. Vi o mundo e voltei, e de todos os rótulos que carrego na bagagem, só um me define bem: sou uma ótima contadora de histórias.