10 programas infantis exibidos nos anos 80 e 90 que merecem ser vistos pelas crianças de hoje

A programação infantil da TV brasileira hoje sobrevive de desenhos animados genéricos e programas que estimulam o consumo através de sorteios e gincanas que pouco acrescentam às crianças. Confira a nossa lista com 10 programas infantis das décadas passadas que com certeza mereciam ser vistos pelas crianças de hoje.

Felipe Souza

A programação infantil da TV brasileira hoje sobrevive de desenhos animados genéricos e programas que estimulam o consumo através de sorteios e gincanas que pouco acrescentam às crianças. Mas nem sempre foi assim; nos anos 1980 e 1990, os pequenos puderam acompanhar produções de muita qualidade que além de entreter, ainda educavam e davam asas à imaginação.

Abaixo, você confere a nossa lista com 10 programas infantis das décadas passadas que com certeza mereciam ser vistos pelas crianças de hoje.

Meena

Quem era criança no final dos anos 90 e início dos 2000 e acompanhava a programação da TV Cultura, certamente já deve ter visto ao menos um episódio da animação Menna. A história girava em torno das aventuras de uma garota do Sul da Ásia que simplesmente não se conformava com o tratamento reservado às meninas no lugar onde mora.

Em um dos episódios mais memoráveis da atração, a personagem é impedida de frequentar a escola, então seu papagaio Mithu memoriza as aulas para ela e a ensina depois da aula. Quando isso ajuda a descobrir que alguém está traindo a sua família por causa de suas galinhas, o pai de Meena finalmente vê como a educação pode beneficiar a família e lhe permite ir à escola.

O programa foi criado pela UNICEF com o intuito de transformar a percepção e os comportamentos que dificultam a sobrevivência, a proteção e o desenvolvimento das meninas no sul da Ásia.

O Mundo de Beakman

Um cientista maluco, sua assistente e um rato gigante de laboratório eram a melhor companhia possível para uma criança dos anos 90 no início da noite. O programa educativo norte-americano era exibido no Brasil pela TV Cultura e foi responsável por fazer muita gente se interessar por ciência.
Nos episódios, o Professor Beakman se propunha a realizar e ensinar experimentos científicos básicos, contando com a imprescindível companhia de uma assistente e de um rato gigante de laboratório chamado Lester.

Castelo Rá-Tim-Bum

A nossa infância não teria sido a mesma sem o Castelo Rá-Tim-Bum! A série criada por Cao Hamburger e Flávio de Souza é até hoje considerado um dos melhores produtos do audiovisual brasileiro, tendo inclusive ganhado vários prêmios da crítica, como a medalha de prata na categoria Melhor Programa Infantil no Festival de Televisão de Nova York.

A história de Nino, Pedro, Biba, Zequinha e companhia bela é conhecida por quase todos, não é mesmo? A produção, afinal, é reprisada até hoje pela TV Cultura. Então, se você foi uma criança dos anos 90 que viu O Castelo Rá-Tim-Bum e hoje é pai, não perca tempo! Coloque seu filho para assistir este maravilhoso programa infantil que marcou época. Além de aprender muita coisa, ele com certeza irá se divertir bastante!

Sítio do Picapau Amarelo

A mais famosa criação do escritor Monteiro Lobato inspirou duas séries incríveis produzidas pela Rede Globo. A primeira versão foi ao ar de 1977 a 1986 e a segunda ganhou as telinhas em 2001 e ficou no ar até 2007. As séries deram vida aos inesquecíveis personagens da literatura e fizeram crianças de todo o Brasil temerem as maldades da Cuca, se encantarem com a doçura de Narizinho, se divertirem com as bobagens incrivelmente sagazes ditas pela boneca Emília.

As duas séries também tinham um lado educativo bem forte, pois foram responsáveis por apresentar as crianças ao nosso rico folclore brasileiro. Vale ser visto e revisto! A versão de 2001 ainda pode ser vista em reprises no canal VIVA, da TV paga.

Veja também: Veja como estão hoje os atores que deram vida aos personagens do Sítio do Picapau Amarelo

X-Tudo

Como o próprio nome já diz, o programa produzido e exibido pela TV Cultura no início dos anos 90 era um suculento X-TUDO de ideias. De maneira clara, divertida e eficiente, se propunha a educar as crianças sobre os mais variados assuntos, desde ciência a ecologia, além de propôr um ótimo entretenimento através de brincadeiras, dicas de filmes para o universo infanto-juvenil, apresentações de mágica, quadro de contação de histórias, como o conduzido pela personagem Sherazade, à cargo da atriz Raquel Barcha, entre muitos outros. Um programa que, sem dúvida, faz muita falta à TV brasileira de hoje.

Castelo Rá-Tim-Bum

O programa Rá-Tim-Bum, exibido pela TV Cultura de 1990 a 1994, era uma espécie de Telecurso 2000 para crianças, só que muito mais divertido! Em todos os episódios, apresentava diversos quadros que mesclavam conteúdo educacional com entretenimento infantil, sendo voltado especialmente às crianças em fase de pré-alfabetização de 3 a 7 anos. Os quadros se propunham a ensinar de forma lúdica noções de história mundial, ecologia, cidadania, português, matemática e filosofia, além de higiene pessoal e consciência coletiva. As crianças nem percebiam que estavam aprendendo tanto!

Punky- A levada da Breca

Esta série clássica dos anos 1980 ganhou o coração de crianças e adultos aos ser exibida pelo SBT entre os anos 1989 e 2000. A trama acompanha as aventuras de uma adorável garotinha órfã que acabava adotando como figura paterno um homem idoso e já meio ranzinza que vive sozinho e não tem família nem amigos. Um programa delicioso que certamente marcou época e deixou saudades.

Veja também: ‘Punky, a levada da breca’, ganhará continuação com atriz original

Disney CRUJ

À princípio sob o nome de Disney Club, o programa exibido nos início das noites do SBT tinha o claro objetivo de ser apenas uma maneira diferenciada de apresentar os desenhos animados produzidos pela Disney Channel, entretanto, a expertise e o talento do seu criador, o mesmo Cao Hamburger responsável pelo elogiadíssimo Castelo Rá-Tim-Bum, e o carismo de seus apresentadores infantis, os personagens Caju, Maluca, Guelé e Macarrão fizeram deste programa infantil um dos mais marcantes do final dos anos 90.

O programa era uma mistura de dramaturgia com programa infantil clássico e chamava atenção pela qualidade do seu roteiro. Na trama do programa, três crianças conseguiam invadir o sinal da TV brasileira e apresentavam um programa diário para dar voz às suas reivindicações. Eles inclusive não gostavam de ser chamados de crianças, reivindicavam ser chamados de Ultra-Jovens. Juntos, criavam o CRUJ – Comitê Revolucionário Ultra-Jovem, com o intuito de fazer valer as suas ideias.

TV Colosso

Exibido entre 1993 a 1997, este programa da TV Globo era uma alternativa bem-humorada, criativa e cheia de carisma aos programas infantis de auditório que dominavam a TV até então e já começavam a dar sinais de esgotamento. Criado e dirigido por Luiz Ferré, Beto Dorneles e Boninho, o programa se utilizava de bonecos caracterizados como cães, simulando todas as instâncias de uma emissora de TV; do presidente ao office-boy. O programa foi responsável por apresentou ao mundo um ícone inesquecível da TV, a Sheepdog Priscila, que protagonizava a atração.

O Mundo da Lua

Este seriado é outro clássico da TV Cultura. Exibido entre 6 de outubro de 1991 e 27 de setembro de 1992, o programa narrava as aventuras de Lucas Silva e Silva, um garoto de 10 anos que ganha um gravador de seu avô paterno Orlando em seu aniversário. Em meio aos problemas típicos da passagem da infância para a adolescência, Lucas cria no gravador histórias a partir de como gostaria que as coisas fossem.

Ninguém que viu o seriado consegue esquecer até hoje a famosa frase que introduzia as cenas que reproduziam a imaginação de Lucas: “Alô? Alô? Planeta Terra, Planeta Terra, Planeta Terra chamando. Esta é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva & Silva falando diretamente do mundo da lua, onde tudo pode acontecer”.

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


COMPARTILHE

RECOMENDAMOS




COMENTÁRIOS




Felipe Souza
O socorrense Felipe Souza descobriu cedo o seu interesse pela literatura e pela escrita. Nos primeiros anos da escola já era uma criança imaginativa que tinha especial interesse pelas aulas de Redação e de Língua Portuguesa. Na adolescência, já se arriscando a produzir seus próprios textos, participou de três edições do Mapa Cultural Paulista, tradicional concurso literário do Estado, inscrevendo seus contos, “Procura-se uma identidade, de 2005, “Rotina”, de 2006 e “(Minha vida cabe dentro de um parêntese)”, de 2007, que, em suas respectivas participações, conquistaram a primeira colocação na fase municipal da competição. Felipe cursou Letras- Português e Inglês, na PUC-Campinas e trabalha desde novembro de 2016 produzindo conteúdo jornalístico para a Rádio Socorro.