Sobre violência doméstica, por Hirondina Joshua

Por Hirondina Joshua

Bater uma mulher será sinal de superioridade?

Assediá-la será sinal de masculinidade?
E o machismo? Parece-me ser um mal que atacou não só os homens, mas as mulheres também. Aquelas que dizem e aceitam a condição de serem manipuladas, de não poderem se auto-descobrir.
Só aos homens é admitida a “liberdade” e que se não questione. A Natureza assim o fez. E prontos. Vivemos e morremos nesse dogma de sobrevivência que alguém inventou…
Bom é saber que ainda há mulheres humanas. Ser humano não é se supervalorizar, é antes reconhecer no outro um ser; igual ou não mas um ser.
E as mulheres com quem conversei esta semana, infelizmente vítimas de violência doméstica, são humanas, não porque apresentam estrutura física que demonstre. Mas porque denunciam actos desumanos. Não permitir que um outro ser destrua nossa integridade física, moral e intelectual é um gesto de ser humano.
A violência inicia quando uns se julgam superiores aos outros e outros e as vítimas se aceitam como “coisas”, e de facto se tornam coisas.
A sociedade educa um indivíduo a ser ou Homem ou mulher. Deviam educar para serem humano.

Hirondina Joshua

HIRUNDINANasceu em Maputo, Moçambique, a 31 de Maio de 1987.
Está integrada em várias antologias, revistas, jornais, sites, blogues nacionais e internacionais. Teve Menção Extraordinária no Premio Mundiale di Poesia Nósside 2014.

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