Ser querido não é ser útil!

Ser querido é café quente com bolo. Ser útil é pílula de suplemento.

Ser querido é dia de sol com ventinho leve. Ser útil é protetor solar e repelente.

Ser querido é abraço apertado. Ser útil é capa de chuva.

Ser querido é ser aguardado, ter a presença desejada, ser incluído nos sonhos, nos planos, na vida.

Ser útil é ser indispensável pelas qualidades e especialidades.

Ser querido é ser amado apesar dos odiosos e repugnantes defeitos, ser compreendido, reconfortado, protegido, repreendido, o que for preciso.

Ser útil é ser dispensável quando a utilidade findar…

Todo mundo é querido de alguém, todo mundo é útil para alguém, os ambos, ou nenhum. Perceber a diferença é essencial para saber que papel figuramos nas vidas que tocamos ou que nos tocam.

Para alguns, preciso ser apenas útil. E quero o pagamento e a recompensa por isso.

Para outros, quero ser querida, como os quero bem também.

O que não quero, é ser útil para me sentir querida. Não quero me tornar indispensável para ter a ilusão de que sou muito querida. Ser querido é bem diferente de ser útil.

Jamais me conformarei em ser uma panela  aderente com excelentes qualidades e diferenciais! A panela é útil!

Eu? Eu quero ser motivo de doces lembranças, afeto, saudades e grandes planos para a vida!

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Emilia Freire
Administradora, dona de casa e da própria vida, gateira, escreve com muito prazer e pretende somente se (des)cobrir com palavras. As ditas, as escritas, as cantadas e até as caladas.



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